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Grito dos Excluídos toma ruas do Recife no 7 de Setembro

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Manifestantes participam do Grito dos Excluídos no Recife com bandeira do Brasil

Ato reuniu movimentos sociais no 7 de Setembro e também defendeu o fim da escala 6×1

A 32ª edição do Grito dos Excluídos reuniu manifestantes no Centro do Recife nesta segunda-feira (7), durante o feriado da Independência. O ato levou às ruas pautas como direito à moradia, combate à violência contra a mulher, conflitos por terra e o fim da escala de trabalho 6×1.

A concentração começou no Parque 13 de Maio, no bairro da Boa Vista. Em seguida, os participantes caminharam até o Pátio do Carmo, no bairro de Santo Antônio, também na área central da capital pernambucana. A mobilização ocorreu no mesmo período do desfile cívico-militar realizado na Zona Sul do Recife.

Neste ano, o Grito dos Excluídos adotou o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. Segundo a organização, a edição buscou chamar atenção para desigualdades sociais, violência contra as mulheres, precarização da moradia, conflitos por terra e ataques a direitos da população.

Feminicídio e moradia ganham destaque no ato

Manifestantes exibem cartazes por moradia digna durante o Grito dos Excluídos no Recife

Manifestantes denunciam a precarização da moradia durante a 32ª edição do Grito dos Excluídos, no Recife. Foto: g1/Reprodução

Durante a caminhada, manifestantes levaram cartazes e cruzes com nomes de mulheres vítimas de violência ou feminicídio. Entre elas estava Maria Luiza, jovem de 19 anos encontrada morta no Recife após passar um dia desaparecida. Uma bandeira do Brasil com marcas que simulavam sangue também foi utilizada no protesto.

A mobilização reuniu movimentos sociais, organizações da sociedade civil, grupos religiosos e militantes. Entre os participantes citados pela organização estavam Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, movimentos por moradia, pastorais sociais, Central Única dos Trabalhadores e Marcha Mundial das Mulheres.

Além da violência contra a mulher, a precarização da moradia apareceu entre as principais reivindicações. Alguns participantes também defenderam o fim da escala 6×1, tema que está em discussão no Congresso Nacional.

Eduardo Melo, motorista desempregado que vive em situação de rua, participou da manifestação e defendeu políticas que vão além da distribuição de alimentação. Segundo ele, é necessário combinar moradia, qualificação profissional, educação e oportunidades de emprego para enfrentar de forma mais ampla a situação das pessoas que vivem nas ruas.

O Grito dos Excluídos surgiu em 1995, em articulação entre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), movimentos sociais e pastorais. Em 2026, a mobilização chegou à 32ª edição e ocorreu simultaneamente em diferentes cidades brasileiras.


Com informações do g1

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