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Política

PF mira Cezinha de Madureira por suspeita de tráfico de influência

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Cezinha de Madureira na Câmara.

Deputado é apontado como principal alvo de operação que apura negociação de valores em troca de suposta influência sobre decisões judiciais

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, que apura suspeitas de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) aparece como principal alvo desta etapa da investigação.

A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as medidas.

Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos condicionado ao resultado de processos em andamento. A suspeita é de que os envolvidos alegavam possuir influência sobre decisões judiciais.

A Polícia Federal ressaltou, no entanto, que não identificou elementos que indiquem participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados.

Investigação apura suposta influência em tribunais

Cezinha de Madureira é apontado pela investigação como possível integrante central do esquema. Até a publicação das informações iniciais sobre a operação, o deputado ainda não havia apresentado posicionamento público sobre as suspeitas.

Além disso, o parlamentar mantém relação política próxima com o ministro André Mendonça, do STF. Reportagens anteriores também apontaram que Cezinha teria articulado um contato entre Mendonça e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

André Mendonça e Daniel Vorcaro.

Reportagens apontaram que Cezinha de Madureira teria articulado um contato entre André Mendonça e Daniel Vorcaro. | Foto: Reprodução

A terceira fase da Operação Transparência ocorre em meio a outras investigações envolvendo autoridades e articulações políticas em Brasília. Apesar disso, a Polícia Federal não informou que exista relação direta entre esta operação e os demais casos atualmente analisados pelo Supremo.

Caso começou com apuração sobre emendas

Mariângela Fialek em registro público.

Mariângela Fialek foi alvo da primeira fase da Operação Transparência, que apura possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. | Foto: Reprodução

 

A Operação Transparência começou em dezembro de 2025 para investigar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Na primeira fase, a PF concentrou as buscas em Mariângela Fialek, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Mariângela atuava no setor responsável pela organização das indicações de emendas parlamentares. Na ocasião, os policiais fizeram buscas em salas utilizadas por ela na Câmara dos Deputados e em sua residência, além de apreenderem um aparelho celular.

Segundo decisão de Flávio Dino, a investigação reuniu relatos de parlamentares, documentos, planilhas e dados telemáticos que apontariam uma possível atuação direta da ex-assessora na distribuição das emendas.

A apuração também analisou alterações manuais no destino de recursos públicos. Parte das verbas tinha como destino a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), onde Mariângela ocupava cargo de conselheira fiscal.

A Polícia Federal sustenta que os elementos reunidos indicam a possível existência de uma estrutura organizada para direcionar emendas de maneira irregular. Os investigadores apuram se o esquema beneficiava aliados políticos e bases eleitorais ligadas à antiga presidência da Câmara.


Com informações do Gazeta do Povo

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