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Cidades

Homem é condenado a 26 anos por matar menina de 2 anos em Paulista

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Nicolly Vitória Silva Almeida, criança de 2 anos assassinada em Paulista

Nicolly Vitória morreu após sofrer agressões em 2021; babá da criança também foi condenada por denunciação caluniosa

A Justiça condenou Leucimar Jandir da Silva Cunha a 26 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de Nicolly Vitória Silva Almeida, de 2 anos, ocorrido em outubro de 2021, em Paulista, no Grande Recife.

A sentença foi proferida na quinta-feira (15), durante julgamento realizado na Vara Regional do Tribunal do Júri de Paulista, Abreu e Lima e Igarassu. Leucimar estava preso desde o ano do crime.

Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco, a pena foi aplicada por homicídio qualificado. O crime foi considerado agravado por ter sido cometido contra uma criança menor de 14 anos, por motivo fútil, com emprego de meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima.

Criança morreu após sofrer agressões

De acordo com a investigação, Nicolly Vitória sofreu pancadas na região abdominal que provocaram o rompimento de órgãos internos.

A menina estava sob os cuidados da babá Adrielly Cristina França do Nascimento quando morreu.

No dia anterior, a mãe de Nicolly havia saído para trabalhar e deixado a filha com Adrielly. Horas depois, recebeu uma ligação informando que a criança teria se engasgado primeiro com mingau e depois com cuscuz.

Nicolly foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento de Paulista, mas chegou ao local já sem vida.

As investigações, no entanto, descartaram a versão inicial de engasgo e apontaram que a morte foi provocada pelas agressões.

Babá também foi condenada

Adrielly, mulher de Leucimar e responsável por cuidar da criança, foi condenada por denunciação caluniosa.

Segundo o TJPE, ela recebeu pena de dois anos de reclusão e dez dias-multa. A prisão e a multa foram substituídas por prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário-mínimo.

A investigação concluiu que Adrielly tentou proteger o companheiro e chegou a acusar falsamente a própria sogra, Rosângela Maria da Silva, de ter cometido o crime.

Rosângela chegou a ser presa em 2021, mas posteriormente foi solta após a polícia verificar que ela não estava no imóvel no momento da morte de Nicolly.

Investigação desmontou versão apresentada inicialmente

Segundo a Polícia Civil, Adrielly declarou inicialmente que a sogra teria cometido o crime durante uma espécie de transe em um ritual religioso.

A apuração mostrou, porém, que Rosângela havia saído do local com um dos filhos e não estava presente no horário apontado para as agressões.

Confrontada pelos investigadores, Adrielly admitiu que havia mentido em depoimento para proteger a si própria e o marido.

A Polícia Civil também concluiu que, entre aproximadamente 18h40 do dia 22 de outubro de 2021 e o momento em que Nicolly foi levada para atendimento médico, estavam no quarto apenas Leucimar, a menina e outra criança.

Caso foi julgado quase cinco anos depois

O crime causou grande repercussão em Pernambuco à época.

Testemunhas também relataram durante a investigação que Leucimar demonstrava irritação quando Nicolly chorava. A polícia apurou ainda que havia muito barulho em um espaço de festas próximo à residência no momento das agressões, circunstância que pode ter dificultado que outras pessoas percebessem o que estava acontecendo.

Quase cinco anos após o assassinato, Leucimar foi condenado pelo Tribunal do Júri e deverá cumprir a pena determinada pela Justiça.

 

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