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Professora morre após dez dias internada; ex é preso e caso passa a ser tratado como feminicídio

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Vítima foi encontrada desacordada dentro de casa, com sinais de agressão, e morreu no Hospital da Restauração; suspeito já estava preso preventivamente

Uma professora morreu na noite desta quinta-feira (29), no Hospital da Restauração, no Recife, dez dias depois de ser encontrada desacordada e gravemente ferida dentro de casa. O ex-companheiro dela, Elias Batista da Silva, de 44 anos, já havia sido preso e autuado inicialmente por tentativa de feminicídio.

Com a morte da vítima, a investigação passa a tratar o caso como feminicídio consumado, segundo o advogado da família.

O crime aconteceu na comunidade de Porta Larga, na divisa entre Jaboatão dos Guararapes e o Recife. Em respeito a um pedido dos familiares, a identidade da professora não foi divulgada.

Filhos encontraram a mãe desacordada

Segundo relato de um dos filhos, a professora havia parado de responder mensagens no dia 15 de outubro.

No dia 19, após a escola onde ela trabalhava informar que a professora não havia comparecido, os filhos foram até a residência. Eles arrombaram a porta e encontraram a mãe caída no chão, desacordada.

Ainda de acordo com o relato, havia manchas de sangue dentro do imóvel, especialmente na cama, e o box do banheiro estava quebrado.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou a vítima ao Hospital da Restauração.

Documento aponta sinais de agressões físicas e sexuais

Um documento do Hospital da Restauração descreveu a morte como violenta e relacionada a agressões físicas e sexuais.

A professora deu entrada na unidade no dia 19, às 17h42, com vida, mas em estado grave.

Segundo o registro hospitalar, ela apresentava escoriações e hematomas pelo corpo, além de ferimentos na região íntima e sinais de trauma no crânio.

O documento também aponta hemorragia no cerebelo e outras complicações.

Estado de saúde piorou durante internação

Durante os dias de internação, a professora apresentou insuficiência respiratória e precisou ser intubada em 22 de outubro.

Na quinta-feira (29), ela sofreu uma parada cardíaca e não respondeu às tentativas de reanimação.

A morte foi registrada às 18h45.

Ex-companheiro está preso preventivamente

Elias Batista da Silva foi preso e autuado por tentativa de feminicídio.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva no dia 21 de outubro, e ele foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.

Com a morte da professora, a tipificação do caso deverá ser ajustada no curso da investigação.

A defesa do suspeito não foi apresentada no material consultado.

Relação era marcada por idas e vindas

Segundo os filhos, a professora e Elias mantinham um relacionamento desde 2023, com períodos de separação e reconciliação.

Na época do crime, os dois estariam separados.

A família também relatou episódios anteriores de violência. Uma das filhas teria deixado a residência depois de presenciar a mãe sofrendo um golpe de estrangulamento aplicado pelo ex-companheiro.

Essas informações integram o contexto relatado pela família e deverão ser consideradas durante a apuração policial.

Caso é investigado

A investigação deverá esclarecer toda a dinâmica das agressões, a motivação e as circunstâncias que levaram à morte da professora.

A mudança de tentativa de feminicídio para feminicídio consumado depende da formalização da investigação e das conclusões das autoridades responsáveis.

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