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Chefe de facção é preso por execução de turista de SP em restaurante de Porto de Galinhas; polícia aponta motivo banal para o crime
Líder de organização criminosa foi capturado em Santa Catarina durante operação da Polícia Civil; turista foi morto a tiros após discussão dentro de restaurante à beira-mar
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu o homem apontado como chefe de uma organização criminosa investigada pelo assassinato do turista paulista Rafael Ventura Martins, de 32 anos, morto a tiros dentro de um restaurante em Porto de Galinhas, no Litoral Sul do Estado. Segundo as investigações, o crime foi motivado por uma discussão considerada “banal”.
O suspeito, identificado como Daniel de Souza, foi capturado na última sexta-feira (10), em Porto Belo (SC), durante a Operação Paraíso Seguro. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (13), em entrevista coletiva concedida pela Polícia Civil.
De acordo com a delegada Marina Delgado, responsável pelas investigações, Rafael jantava com a companheira no restaurante Caldinho do Nenen, na orla de Porto de Galinhas, quando iniciou uma discussão verbal com Daniel, apontado como líder da quadrilha.
Segundo a polícia, o desentendimento aumentou quando a esposa da vítima chegou ao local e um dos integrantes do grupo criminoso fez uma provocação.
“A motivação do crime foi inicialmente banal. Houve uma discussão entre a vítima e o líder da organização criminosa. Depois, um dos acompanhantes fez uma piada envolvendo a esposa da vítima, o que provocou uma nova discussão”, afirmou a delegada.
Coronhada e tiros dentro do restaurante
As investigações apontam que, durante a confusão, Daniel teria agredido Rafael com uma coronhada. Em seguida, os homens que faziam sua segurança abriram fogo contra o turista.
Rafael Ventura Martins foi atingido por dois disparos e morreu ainda no local, diante de clientes e funcionários do restaurante.
Segundo a Polícia Civil, Kelvin Michael da Silva, de 21 anos, foi identificado como o autor dos disparos. Ele já havia sido preso anteriormente no município de Irecê, na Bahia.
Outro investigado, Edson Paulo da Silva, apontado como responsável por auxiliar a fuga dos envolvidos, morreu em fevereiro deste ano, em Jaboatão dos Guararapes, antes da conclusão das investigações.
Polícia descarta ligação do crime com antecedentes da vítima
Embora Rafael tivesse registros criminais anteriores, a Polícia Civil afirmou que não existe qualquer indício de que esses antecedentes tenham relação com o homicídio.
Segundo a corporação, o assassinato ocorreu exclusivamente em razão da discussão iniciada dentro do estabelecimento.
O inquérito policial já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Agora, caberá ao Ministério Público dar continuidade ao processo criminal contra os investigados.
Restaurante lamentou o crime
Na época do homicídio, o restaurante Caldinho do Nenen divulgou nota nas redes sociais lamentando o ocorrido e informando que colaborava integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
As apurações fazem parte da Operação Paraíso Seguro, que busca desarticular organizações criminosas com atuação no Litoral Sul de Pernambuco.
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