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Empresários alertam governo Lula: retaliação a Trump pode piorar crise com os EUA

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Lideranças do setor privado demonstraram preocupação com a possibilidade de o Brasil reagir ao novo tarifaço americano usando a Lei da Reciprocidade. Avaliação é de que uma escalada pode prejudicar ainda mais exportadores brasileiros.

Lideranças do setor privado brasileiro fizeram chegar ao governo federal, nesta quinta-feira (16), um alerta sobre os riscos de uma eventual retaliação aos Estados Unidos após o novo tarifaço anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros.

A preocupação ocorre diante de sinais de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Itamaraty avaliam reagir à medida americana por meio da Lei da Reciprocidade.

Segundo representantes do setor produtivo, uma escalada no conflito comercial poderia trazer mais prejuízos do que ganhos ao Brasil.

O primeiro ponto levantado é que apenas a China conseguiu enfrentar Trump com retaliações comerciais de maior impacto, por ser a segunda maior economia do mundo. Outros países e blocos econômicos, como Reino Unido, Japão, União Europeia e até o Canadá, evitaram ampliar o confronto ou recuaram de ameaças de retaliação.

O segundo alerta envolve os exportadores brasileiros. Empresários afirmam que uma reação do Brasil não resolveria o problema criado pelo tarifaço e ainda poderia colocar em risco negócios importantes com os Estados Unidos.

O mercado americano é considerado estratégico porque compra produtos brasileiros de maior valor agregado, especialmente ligados à indústria, tecnologia e desenvolvimento científico. A preocupação é que empresas brasileiras sejam obrigadas a reduzir ou até encerrar linhas importantes de produção e inovação.

O terceiro ponto é a imprevisibilidade da reação de Trump. Integrantes do setor privado avaliam que o presidente americano poderia simplesmente ignorar uma retaliação brasileira, mas também poderia responder com medidas mais duras, inclusive em áreas que ainda não foram atingidas pelo tarifaço.

A avaliação de pessoas que conversaram com o governo é que existe uma tendência de levar adiante a aplicação da Lei da Reciprocidade. No entanto, dentro do próprio governo, há uma ala considerada mais pragmática que defende cautela e prefere evitar uma reação imediata.

A crise comercial entre Brasil e Estados Unidos aumenta a pressão sobre o governo Lula e preocupa setores que dependem do mercado americano para manter exportações, empregos e investimentos.

Empresários defendem que o momento exige negociação e prudência para evitar que a disputa entre os dois países se transforme em uma crise ainda maior para a economia brasileira.

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