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Delegada é presa suspeita de vazar informações ao PCC em operação que chegou ao Recife

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Maria Virgínia Grimwood Pinto foi localizada em hotel de Brasília; investigação aponta suspeita de repasse de dados sigilosos e recebimento de dinheiro

Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa nesta quinta-feira (15) durante uma operação interestadual que investiga tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e corrupção de agentes públicos. Maria Virgínia Grimwood Pinto é suspeita, segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), de repassar informações sigilosas a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão ocorreu em Brasília, em um hotel onde a delegada estava hospedada. A ofensiva, batizada de Operação Sinalagma, foi deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco e também cumpriu ordens judiciais em Pernambuco, Pará e São Paulo.

No Recife, um dos investigados foi localizado em um apartamento de luxo no Cais José Estelita, no bairro do Cabanga, área central da capital pernambucana.

Investigação aponta suposto vínculo com integrante do PCC

De acordo com as investigações, Maria Virgínia, que atuava na Divisão de Polícia Administrativa da Polícia Civil do Pará, teria mantido uma relação de confiança com um integrante da facção criminosa.

Segundo o MPPA, a delegada é investigada por supostamente receber dinheiro em troca do fornecimento de informações sigilosas e de proteção institucional a integrantes do grupo.

As suspeitas ainda estão sob investigação, e a prisão não representa condenação definitiva.

A apuração também identificou indícios de que valores teriam sido movimentados por contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos e posteriormente repassá-los à investigada.

Operação cumpriu prisões e bloqueou patrimônio

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, além de decisões judiciais determinando sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

As ordens foram executadas em diferentes estados e no Distrito Federal, numa operação coordenada para aprofundar a investigação sobre a estrutura financeira e possíveis conexões do grupo criminoso.

Entre os crimes investigados estão corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e delitos relacionados ao tráfico de drogas.

Investigação começou com prisão em Ipojuca

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações começaram em janeiro de 2025, no município de Ipojuca, no Litoral Sul pernambucano.

Na ocasião, a prisão de um homem apontado pelos investigadores como integrante da cúpula do PCC abriu uma nova frente de apuração e levou as autoridades a investigar possíveis conexões entre membros da organização criminosa, agentes públicos e operações financeiras.

A partir do material reunido, os investigadores chegaram aos suspeitos alvos da operação realizada nesta quinta-feira.

O trabalho policial continua para esclarecer a participação de cada investigado e rastrear eventuais valores, bens e informações que possam ter circulado entre integrantes da organização.

 

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