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Economia

Casas Bahia fecha 298 lojas e pode cortar até 3 mil funcionários

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Fachada de uma loja da Casas Bahia

Reestruturação ocorre após sucessivos prejuízos e já atingiu quase 29% das unidades da varejista no país

A Casas Bahia fechou 298 lojas em todo o país como parte de um plano de redução de despesas. O número representa 28,7% do total de unidades da varejista no território nacional, segundo informações publicadas pelo Valor Econômico.

Ao mesmo tempo, a empresa iniciou uma nova rodada de cortes no quadro de funcionários. Foram 600 demissões comunicadas na quinta-feira (13) e outras 1.300 estavam previstas para sexta-feira (14), o equivalente a 6,7% da base de empregados.

Segundo a reportagem, no entanto, o total de desligamentos pode chegar a 3 mil. A reestruturação ocorre após uma sequência de trimestres com prejuízos bilionários e busca reduzir despesas em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela companhia. O Poder360 informou que procurou a Casas Bahia para comentar o plano de reestruturação, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

Ainda não está claro qual será o impacto financeiro imediato dos cortes. Isso porque processos de reestruturação desse porte costumam gerar despesas iniciais elevadas, mesmo quando têm como objetivo reduzir custos no médio e no longo prazo.

Entre os fatores apontados para o desempenho negativo da empresa está o endividamento das famílias brasileiras, que reduziu o poder de compra e pressionou o varejo. Nesse contexto, a Casas Bahia já havia iniciado, em 2024, um processo de recuperação extrajudicial e negociou condições com seus credores.

Apesar disso, as despesas elevadas continuam afetando o balanço da companhia. Por outro lado, o canal digital próprio vem ganhando importância na estratégia comercial da varejista. As vendas pela internet, reforçadas pela comercialização por meio do Mercado Livre, cresceram 26%. Com isso, o faturamento bruto alcançou R$ 8,8 bilhões, avanço de 6,4%.

Esse desempenho ajudou a compensar a perda de espaço das lojas físicas e de outras plataformas de terceiros, que registraram queda. Já a margem bruta permaneceu praticamente estável, em 30,3%.

Segundo o Valor Econômico, a varejista também vem adiando pagamentos a lojistas que operam em seu marketplace. Além disso, a empresa tenta ampliar os prazos de pagamento negociados com a indústria.


Com informações do Poder360

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