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Thiago Brennand é condenado a mais de 31 anos de prisão por estupro e agressões contra produtora

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Empresário foi condenado em primeira instância por crimes cometidos contra uma produtora de cinema pernambucana. Caso ainda cabe recurso.

O empresário Thiago Brennand foi condenado em primeira instância a mais de 31 anos de prisão por uma série de crimes cometidos contra uma produtora de cinema pernambucana, identificada como K., radicada nos Estados Unidos.

O caso ocorreu em 2021, em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Brennand está preso desde 2023.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o empresário foi condenado pela 1ª Vara de Porto Feliz por crimes como estupro, lesão corporal, constrangimento ilegal, coação no curso do processo e divulgação de cena de estupro.

Além da pena de prisão, Brennand também foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização à vítima. Ainda cabe recurso da decisão.

Do total da condenação, 31 anos, seis meses e 16 dias deverão ser cumpridos em regime fechado. Outros dois anos, quatro meses e 18 dias foram fixados em regime aberto.

A Justiça, no entanto, absolveu Brennand de parte das acusações apresentadas pelo Ministério Público, incluindo a de tortura relacionada à alegação de que a vítima teria sido tatuada à força. Também foram afastadas acusações de cárcere privado, ameaça, parte das imputações de estupro e alguns episódios de divulgação de cena de estupro.

De acordo com a denúncia, a vítima conheceu Brennand pelas redes sociais em julho de 2021. No mês seguinte, ela viajou para São Paulo para encontrá-lo pessoalmente. Os crimes teriam ocorrido na mansão do empresário, em Porto Feliz.

A mulher relatou ter sofrido violência física e sexual. Ela conseguiu deixar o local após pedir ajuda a um irmão que mora no Recife, que acionou a polícia paulista.

O caso ganhou forte repercussão após o UOL revelar áudios do processo em que Brennand admitia ter agido com violência contra a vítima. As gravações foram usadas para reforçar a investigação e tiveram papel importante na exposição pública do caso.

Segundo a reportagem, Brennand também teria tentado convencer a vítima a retirar o boletim de ocorrência. A investigação chegou a ser arquivada, mas foi reaberta depois que o empresário foi flagrado, em 2022, agredindo uma mulher em uma academia de luxo em São Paulo.

A defesa de Brennand e os representantes da vítima foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram até a última atualização. O espaço segue aberto.

Brennand já respondeu a outros processos e teve condenações em primeira instância. Em dois casos, decisões foram revertidas na segunda instância. Apesar disso, ele continua preso e ainda tem outras condenações pendentes de análise definitiva.

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo 190, em situações de emergência, ou pelo 180, Central de Atendimento à Mulher. Também é possível acionar o Disque 100, para violações de direitos humanos.

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