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Operação Alvitre mira parlamentares e assessores em Ipojuca

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Policiais civis cumprem mandados durante a Operação Alvitre III em Pernambuco

Polícia Civil cumpre 13 mandados e investiga suposto esquema com emendas parlamentares, entidades do terceiro setor e vantagens indevidas

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Alvitre, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos em Ipojuca, no Litoral Sul do estado. Parlamentares, assessores, advogados, empresários, contador e outras pessoas aparecem entre os investigados, segundo a corporação.

A operação apura suspeitas de corrupção passiva, peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro. Ao todo, os policiais cumprem 13 mandados de busca e apreensão domiciliar em Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Paulista.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens, o bloqueio de ativos financeiros e a suspensão do exercício de função pública. O Juízo de Garantias da Vara Criminal da Comarca de Ipojuca expediu as decisões judiciais.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram em junho de 2025 e têm como foco um esquema que teria funcionado de forma estruturada para desviar sistematicamente recursos públicos do município de Ipojuca.

Investigação apura uso de emendas e entidades

Policiais civis analisam documentos durante ação da Operação Alvitre III

Policiais civis analisam documentos apreendidos durante a Operação Alvitre III, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos em Ipojuca – Foto: Reprodução

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De acordo com os investigadores, o grupo teria utilizado o direcionamento de emendas parlamentares impositivas e entidades do terceiro setor para movimentar recursos públicos.

A Polícia Civil também apura suspeitas de liberação direcionada de verbas, cobrança e recebimento de vantagens indevidas e triangulação financeira. Conforme a investigação, o esquema envolveria parlamentares e seus assessores, além de profissionais e empresários ligados às operações financeiras analisadas.

Nesta terceira etapa da Operação Alvitre, a polícia concentra as apurações na Associação MUDART. Segundo a corporação, a entidade teria servido como estrutura para receber e fazer circular recursos públicos.

Os investigadores também identificaram transferências de valores para terceiros e saques em dinheiro. A Polícia Civil agora busca aprofundar a análise sobre o destino dos recursos e a eventual participação de cada investigado no esquema.

Até a publicação das informações fornecidas sobre a operação, não havia detalhamento sobre os nomes dos parlamentares e assessores investigados nem manifestação das defesas citada no material divulgado.


Com informações do Diário de Pernambuco

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