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Política

Caso Master: Gonet deverá ser ouvido após abertura de procedimento

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Paulo Gonet durante sessão no Supremo Tribunal Federal

Conselho Superior vai analisar mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e deverá ouvir o procurador-geral antes de levar o caso ao colegiado

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu um procedimento interno para analisar mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro que citam o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As referências surgiram no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.

A iniciativa ocorreu após parlamentares do Partido Novo apresentarem um pedido nesta quarta-feira (2). O Conselho distribuiu o caso ao conselheiro Francisco de Assis Sanseverino, que ficará responsável pela relatoria.

Segundo integrantes do Ministério Público Federal (MPF), o relator deverá ouvir Gonet sobre as menções feitas a ele. Depois disso, o Conselho Superior deverá analisar o caso em plenário, embora ainda não exista uma data definida.

Parlamentares pedem atuação de outro procurador

No documento encaminhado ao CSMPF, deputados do Novo pediram a designação de um subprocurador-geral da República para atuar em procedimentos do Caso Master que eventualmente envolvam Paulo Gonet.

Os parlamentares argumentam que parte dos fatos investigados envolve interlocuções que teriam como destinatários o próprio procurador-geral ou pessoas de seu núcleo familiar. No entanto, os autores afirmam que não atribuem a Gonet a prática de qualquer crime.

O pedido cita trechos de investigações que já se tornaram públicos. Entre eles, aparecem referências a tentativas de ampliar contatos com autoridades e a um convite para um evento no exterior destinado a um familiar do procurador-geral.

Para os deputados, o ponto central é institucional. Por isso, eles defendem que outro integrante do Ministério Público assuma eventuais procedimentos nos quais Gonet possa aparecer como parte diretamente interessada.

A Lei Complementar nº 75 prevê que o Conselho Superior do MPF pode designar um subprocurador-geral da República para atuar em inquéritos, representações ou peças de informação que envolvam eventual crime comum atribuído ao procurador-geral da República.

Caso Master amplia tensão entre instituições

Edson Fachin durante sessão no Supremo Tribunal Federal

Edson Fachin conduz a resposta institucional do STF em meio à tensão provocada pelo Caso Master – Foto: Reprodução

LEIA TAMBÉM: Fachin entra no centro da disputa entre Moraes e Mendonça

A abertura do procedimento ocorre em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). A tensão aumentou após a divulgação de relatórios produzidos nas investigações sobre o Banco Master.

Na quinta-feira (3), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que André Mendonça, Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem informações ao tribunal. O prazo estabelecido foi de cinco dias úteis.

A decisão ocorreu depois que Mendonça retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal. Os documentos revelaram mensagens e registros atribuídos a Daniel Vorcaro com referências a autoridades públicas.

Depois da divulgação, Gonet defendeu a nulidade da investigação. Segundo o procurador-geral, as diligências não poderiam ter ocorrido sem provocação do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.

Agora, além da análise no Supremo, as citações ao chefe da PGR também entram no radar do Conselho Superior do Ministério Público Federal. Até a última atualização da reportagem original, Gonet ainda não havia se manifestado sobre a abertura desse novo procedimento.


Com informações do g1

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