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Política

Defesa afirma que empresa de Lulinha na Espanha nunca entrou em operação

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Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha

Advogado diz que a Synapta SL mantém registro mercantil ativo, mas é considerada inativa pela agência tributária espanhola

A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a empresa Synapta SL foi aberta legalmente na Espanha, mas nunca chegou a exercer atividade. Segundo o advogado Guilherme Suguimori Santos, a companhia mantém registro mercantil ativo, porém é considerada inativa perante a agência tributária espanhola.

Em manifestação enviada ao Poder360 nesta quinta-feira (13), Suguimori explicou que a empresa não possui sede física nem operação comercial. Por isso, segundo ele, a Synapta SL mantém apenas um endereço fiscal e de recebimento de correspondências em Madri.

O advogado também afirmou que não há irregularidade na constituição da companhia. De acordo com Suguimori, é comum que uma sociedade seja criada diante da possibilidade de uma atuação futura e, posteriormente, não entre em funcionamento.

A empresa foi criada com total licitude e tem situação regular perante todos os órgãos competentes, não existindo nenhum motivo para o questionamento”, declarou o advogado.

Empresa mudou endereço comercial em abril

Empresa de Lulinha na Espanha está registrada, mas não exerce atividade, segundo a defesa.

Empresa de Lulinha na Espanha está registrada, mas não exerce atividade, segundo a defesa – Foto: Reprodução

A Synapta SL foi criada em janeiro de 2026 e registrada como uma consultoria voltada às áreas de informática e gestão de instalações de informática. O capital social informado é de 3 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 17,9 mil na cotação mencionada pelo Poder360.

Inicialmente, a companhia utilizava como endereço o escritório Monereo Meyer Abogados, contratado para auxiliar na abertura do negócio. O escritório fica na rua Agustín de Foxá, nº 4, em Madri.

No entanto, em 7 de abril de 2026, a empresa passou a utilizar um endereço no 9º andar do nº 130 do Paseo de la Castellana, uma das principais vias da capital espanhola. A alteração cadastral foi atualizada em 6 de agosto.

Na mesma época, segundo as informações consultadas pelo Poder360, Lulinha passou a administrar sozinho a Synapta SL. Antes disso, profissionais ligados ao escritório de advocacia participaram do processo de constituição da empresa.

O endereço atual fica em uma região valorizada de Madri, próxima ao centro financeiro da cidade e a cerca de 650 metros do estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid. Entretanto, a defesa afirma que Lulinha não utiliza presencialmente instalações no local. Segundo Suguimori, o endereço serve somente para fins fiscais e para o recebimento de correspondências.

Defesa contesta associação com valores de aluguel

O imóvel utilizado como endereço fiscal da Synapta SL funciona como um complexo de coworking. Conforme a defesa, o estabelecimento oferece serviço específico para recebimento de correspondências por 35 euros mensais, cerca de R$ 210 na conversão apresentada.

O Poder360 também informou que o espaço disponibiliza salas comerciais por valores significativamente maiores. Segundo a publicação, a menor sala, com 40 metros quadrados e capacidade para até oito pessoas, custa 21,6 mil euros mensais, aproximadamente R$ 129 mil.

Já uma sala de 150 metros quadrados teria aluguel mensal de 81 mil euros, cerca de R$ 486 mil. Contudo, Suguimori afirmou que esses valores não têm relação com a empresa de Lulinha, justamente porque a Synapta SL não aluga uma sala física no local.

“Por não ter atividade nem sede física, registrou-se apenas endereço fiscal e de recebimento de correspondências”, declarou o advogado. Ele acrescentou que o serviço utilizado custa 35 euros mensais e não possui relação com os preços cobrados pelas salas do coworking.

Por fim, Suguimori afirmou considerar desnecessária a exposição pública das informações sobre a empresa. Segundo ele, os dados mencionados dizem respeito a atos lícitos e não estão, conforme sua manifestação, relacionados a investigação ou questionamento judicial.


Com informações do Poder360

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