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Deputado Adail Filho é alvo de operação da PF no Amazonas

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Adail Filho durante discurso na Câmara dos Deputados

Operação Dinastia do Lago cumpre 29 mandados em Manaus e Coari e investiga suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 16 de setembro, a Operação Dinastia do Lago, que tem o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) entre os principais alvos. A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas a contratos da Prefeitura de Coari, no interior do Amazonas.

Ao todo, agentes federais cumprem 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari. Além disso, decisões judiciais determinaram o afastamento do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pai do deputado, e de secretários municipais.

A operação ocorre no âmbito de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse contexto, o ministro Alexandre de Moraes autorizou as diligências realizadas pela Polícia Federal.

Adail Filho também teve endereço alvo de busca e apreensão no Amazonas. No entanto, a operação não incluiu mandado contra o parlamentar em Brasília.

Investigação começou após apreensão de R$ 1,25 milhão

Dinheiro apreendido na Operação Dinastia do Lago

Dinheiro em espécie apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Dinastia do Lago, no Amazonas. | Foto: Reprodução

A apuração teve início após a Polícia Federal prender em flagrante três empresários no Aeroporto de Brasília, em maio de 2025. Na ocasião, os agentes encontraram cerca de R$ 1,25 milhão em espécie durante uma viagem entre Manaus e Brasília, enquanto os envolvidos não apresentaram comprovação imediata sobre a origem do dinheiro.

Depois disso, os investigadores passaram a analisar documentos, aparelhos eletrônicos e movimentações financeiras ligados ao caso. Segundo a apuração, esse material revelou indícios de possíveis relações entre empresários, agentes públicos e contratos firmados pela Prefeitura de Coari.

Agente da Polícia Federal durante operação no Amazonas

Agente da Polícia Federal durante cumprimento de mandado de busca na Operação Dinastia do Lago, no Amazonas. | Foto: Reprodução

Além disso, a investigação identificou empresas ligadas aos investigados que mantinham contratos com o município. De acordo com o inquérito, essas estruturas podem ter servido para fraudar procedimentos licitatórios e movimentar recursos públicos de forma irregular.

Os investigadores também analisam repasses de emendas parlamentares destinadas a Coari nos anos de 2024 e 2025. Nesse contexto, a Polícia Federal apura se parte desses recursos passou por contratos ou empresas relacionadas aos investigados.

PF apura corrupção, peculato e lavagem de dinheiro

Joias e relógios apreendidos na Operação Dinastia do Lago

Joias, relógios e outros objetos de valor apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Dinastia do Lago, no Amazonas. | Foto: Reprodução

A PF sustenta que as apurações encontraram indícios de possível direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e pagamento de vantagens indevidas. Ao mesmo tempo, os agentes investigam mecanismos que poderiam ter ocultado a origem do dinheiro e seus destinatários finais.

Por isso, o inquérito apura, em tese, possíveis crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Entretanto, a abertura da investigação e o cumprimento de medidas cautelares não significam condenação dos envolvidos.

O caso tramita no STF porque envolve um deputado federal. Assim, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Alexandre de Moraes determinou a abertura do inquérito e encaminhou a continuidade das apurações à Polícia Federal.

Viatura da Polícia Federal durante operação no Amazonas

Viatura da Polícia Federal durante diligência da Operação Dinastia do Lago, no Amazonas. | Foto: Reprodução

Por sua vez, a defesa de Adail Filho e Adail Pinheiro afirmou que os mandados de busca e apreensão não representam reconhecimento de culpa ou comprovação da prática de crimes. Além disso, os advogados sustentam que os investigados não possuem relação com os fatos que deram origem ao inquérito.

A defesa informou ainda que adotará as medidas necessárias para esclarecer o caso. Segundo os advogados, Adail Filho e Adail Pinheiro reafirmam confiança nas instituições e esperam que as investigações esclareçam os fatos.


Com informações do g1

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