RATOS EM ÁREA DE UTI: INFESTAÇÃO NO HOSPITAL AGAMENON MAGALHÃES GERA ALERTA DE CONTAMINAÇÃO

Funcionários e familiares denunciam presença constante de roedores em setores próximos à UTI e ambulatórios; Secretaria de Saúde promete medidas emergenciais
Uma infestação de ratos no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), um dos maiores da rede pública de Pernambuco, tem gerado preocupação entre profissionais de saúde, pacientes e familiares. Segundo denúncias, os roedores circulam principalmente durante a noite em áreas próximas à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e aos ambulatórios da unidade, localizada no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife.
Vídeos e relatos recebidos pela imprensa mostram ratos transitando por corredores e áreas externas do hospital, cenário que acendeu o alerta para riscos sanitários em um ambiente destinado ao atendimento de pacientes em estado grave.
“É um risco enorme”, diz profissional da unidade
A fisioterapeuta e residente da UTI Maria Cecília Cavalcanti afirmou que a presença dos animais representa uma ameaça tanto para os pacientes quanto para os trabalhadores da saúde.
“Os ratos circulam entre crianças, idosos e pacientes debilitados. É um risco enorme de contaminação para todos que frequentam o hospital diariamente”, relatou.
Segundo ela, a situação se torna ainda mais preocupante diante do fato de a unidade tratar pacientes com leptospirose, doença transmitida pela urina de ratos.
“Enquanto cuidamos de pacientes com leptospirose, estamos expostos ao mesmo risco dentro do ambiente hospitalar”, alertou.
Obras, esgoto e lixo favorecem aparecimento dos roedores
De acordo com as denúncias, os animais são vistos frequentemente em áreas próximas a galerias com água suja, estruturas danificadas de fossas e locais onde há acúmulo de materiais de construção.
O Hospital Agamenon Magalhães passa por obras de reforma e ampliação desde 2025, em um investimento estimado em R$ 17 milhões pelo Governo de Pernambuco.
Moradores e acompanhantes também apontam que os ratos costumam aparecer próximos à área de armazenamento de resíduos hospitalares contaminados e de descarte de lixo comum.
“Vejo muitos ratos grandes correndo por aqui. Eles atravessam o caminho das pessoas como se fosse algo normal”, relatou a dona de casa Tairine Anaria da Silva.
Já Eliane Gomes, que acompanha um familiar internado na unidade, afirmou que o problema se agrava nos períodos de chuva.
“Quando chove forte, isso aqui fica alagado. A situação piora muito e os ratos aparecem ainda mais”, contou.
Secretaria afirma que hospital passa por dedetização quinzenal
Procurada para comentar o caso, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que o hospital possui um cronograma regular de controle de pragas, com dedetização realizada a cada 15 dias.
A superintendente de Administração e Finanças da SES, Ana Maria Selva, afirmou que também são feitas intervenções extraordinárias sempre que necessário.
Segundo a gestora, fatores como as obras em andamento e um terreno vizinho com vegetação alta podem estar contribuindo para o aumento da presença dos roedores.
Ela informou ainda que medidas emergenciais foram solicitadas para corrigir pontos de alagamento registrados na unidade durante períodos chuvosos.
Além disso, a Secretaria destacou que o hospital está realizando processos de descarte de equipamentos antigos, substituídos por novos mobiliários e aparelhos, seguindo as exigências legais para desfazimento de patrimônio público.
Enquanto isso, funcionários e familiares cobram ações mais efetivas para eliminar os focos de infestação e garantir condições adequadas de segurança sanitária dentro da unidade hospitalar.





