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UEFA boicota Copas do Mundo por projeto de privatização da Fifa

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As 55 federações europeias apoiaram por unanimidade a suspensão da participação em torneios da Fifa enquanto a proposta de entrada de capital privado permanecer em discussão

A UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) aprovou, por unanimidade, um boicote às futuras Copas do Mundo masculinas e femininas em protesto contra o projeto da Fifa de atrair capital privado para suas principais competições. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 30 de julho, durante uma reunião emergencial realizada de forma virtual.

Todas as 55 associações nacionais ligadas à entidade europeia votaram a favor da medida. Dessa forma, nenhuma seleção vinculada à Uefa deverá participar de competições organizadas pela Fifa enquanto a proposta continuar em pauta.

A confederação europeia também exige que o projeto seja completamente abandonado. Além disso, a UEFA cobra garantias formais de que a Fifa não permitirá, no futuro, a participação de investidores privados na propriedade ou na governança de suas competições.

Boicote da Uefa ameaça Copas de 2027 e 2030

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O boicote da UEFA pode afetar a Copa do Mundo feminina de 2027

A decisão pode afetar diretamente a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Caso o impasse continue, seleções importantes do futebol europeu poderão ficar fora do torneio.

Três das quatro semifinalistas da edição anterior eram europeias, incluindo a atual campeã, a Espanha. Portanto, a ausência dessas equipes reduziria o nível técnico da competição e também poderia afetar audiência, patrocínios e direitos de transmissão.

O boicote também ameaça a Copa do Mundo masculina de 2030. Seleções como Espanha, França e Inglaterra, que estão entre as principais forças do futebol mundial, não participariam do campeonato enquanto a proposta da Fifa permanecesse ativa.

Em comunicado, a UEFA afirmou que não dará legitimidade ao modelo defendido pela entidade mundial. Segundo a confederação, a Copa do Mundo é um patrimônio esportivo construído por jogadores, seleções e torcedores ao longo de gerações.

A UEFA também declarou que ninguém tem autoridade para vender um legado que apenas administra em nome das futuras gerações. A entidade prometeu combater o projeto com absoluta determinação.

Fifa defende empresa com participação privada

A crise começou após a Fifa anunciar a intenção de criar uma subsidiária chamada Fifa Forward Enterprise. A empresa ficaria responsável pela administração dos direitos comerciais e operacionais das principais competições da entidade.

O projeto prevê a entrada de investidores privados, embora a Fifa mantenha o controle majoritário da nova companhia. Segundo o presidente Gianni Infantino, os recursos arrecadados seriam reinvestidos no desenvolvimento do futebol.

A Fifa argumenta que o capital privado permitiria ampliar receitas com direitos de transmissão, patrocínios e outras operações comerciais. Além disso, a entidade promete aumentar os valores distribuídos às federações filiadas.

Entretanto, a UEFA considera que a proposta ameaça a independência, a governança e a identidade do futebol. A confederação também critica a falta de diálogo com as entidades continentais antes da apresentação do projeto.

A decisão coloca a UEFA, considerada uma das organizações mais influentes do futebol mundial, em confronto direto com Gianni Infantino. O impasse pode provocar uma das maiores crises institucionais da história recente da modalidade.

Uefa exige retirada definitiva da proposta

A confederação europeia informou que o boicote continuará enquanto a proposta permanecer em discussão. Para retomar a participação nas competições, a UEFA exige a retirada integral do projeto.

A entidade também quer garantias vinculantes de que a Fifa não abrirá suas competições ou sua governança à propriedade privada. Sem essas condições, as seleções europeias continuarão fora dos torneios organizados pela instituição.

Por outro lado, Infantino mantém a defesa do projeto e afirma que a proposta passará por votação nos órgãos internos da Fifa. Enquanto não houver uma solução, a ameaça de boicote coloca em risco o calendário das próximas Copas do Mundo.


Com informações do CNN Brasil

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