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Feminicídio no Recife: mulher é morta dentro de casa e ex-companheiro é preso

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Mulher de 34 anos foi assassinada dentro de casa em Água Fria, no Recife. Ex-companheiro foi preso em flagrante e autuado por feminicídio.

Uma mulher de 34 anos foi assassinada nesta quinta-feira (30), na comunidade do Alto do Pascoal, no bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife. A vítima foi identificada como Raiza Henrique de Moura.

Segundo familiares, o crime aconteceu dentro da casa da vítima, na Rua Beatriz, e foi presenciado pelos filhos menores de idade dela.

O principal suspeito é o ex-companheiro de Raiza, Klebson Luiz da Silva Oliveira, de 31 anos. Ele foi preso em flagrante durante a tarde e levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o DHPP, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado pela Força-Tarefa de Homicídios da Capital. O homem foi autuado em flagrante por feminicídio.

Família diz que suspeito não aceitava o fim do relacionamento

Segundo informações repassadas por parentes da vítima, Klebson não aceitava o fim do relacionamento. A irmã de Raiza, Rochelly Souza, afirmou que o casal estava junto havia cerca de dois anos.

Ainda de acordo com a família, Raiza teria conhecido o suspeito enquanto ele estava preso e teria ajudado no pagamento da fiança para que ele deixasse a prisão há cerca de seis meses.

Rochelly relatou que o suspeito vinha tentando contato com a vítima antes do crime. Segundo ela, Raiza não queria atender às ligações.

A irmã também afirmou que a família cobra justiça pela morte de Raiza, que deixa três filhos.

Crime reacende alerta sobre violência contra a mulher

O caso aumenta a preocupação com a violência contra mulheres em Pernambuco. O feminicídio é o assassinato de uma mulher em razão da condição de gênero, geralmente ligado a violência doméstica, familiar ou a menosprezo contra a vítima.

A morte de Raiza também expõe o impacto devastador desse tipo de crime sobre as famílias, especialmente quando há crianças e adolescentes envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem sob responsabilidade do DHPP. Até uma decisão da Justiça, o suspeito é considerado preso em flagrante e responderá ao processo nos termos da lei.

Mulheres em situação de violência devem procurar ajuda em serviços especializados, unidades de acolhimento, delegacias ou acionar os canais oficiais de emergência.

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