Policial
Arquidiocese nega vínculo com seminarista investigado
Arquidiocese de Olinda e Recife afirma que religioso alvo de operação não integra seus seminários nem está sob sua administração
A Arquidiocese de Olinda e Recife informou que o seminarista investigado por discutir uma possível invasão de prédios em Brasília durante o período eleitoral não possui vínculo com seus seminários. O religioso foi alvo da Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
A instituição divulgou uma nota nesta quinta-feira (6) para esclarecer a relação com o investigado. Segundo a Arquidiocese, o seminarista vivia em um mosteiro de Pernambuco que possui administração própria e, por isso, não está subordinado ao arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson.
Na manifestação, a Arquidiocese explicou que a casa religiosa de monges possui seu próprio superior e segue as normas previstas no Código de Direito Canônico. A instituição citou o cânone 613, que trata da autonomia administrativa de determinados mosteiros religiosos.
Com isso, a Arquidiocese afirmou que Dom Paulo Jackson não exerce jurisdição administrativa sobre o mosteiro onde vivia o seminarista investigado. A nota também reforçou que o religioso não mantém qualquer vínculo com os seminários arquidiocesanos de Olinda e Recife.
Operação investiga possível invasão de prédios em Brasília
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Rede Interrompida na terça-feira (4), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ação teve como alvo oito investigados com idades entre 19 e 31 anos.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o seminarista investigado participava de discussões sobre possíveis atos de invasão contra edificações em Brasília durante o período das eleições. As autoridades não divulgaram o nome do religioso.
Além de Pernambuco, a operação cumpriu mandados em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A Polícia Civil de Pernambuco informou que prestou apoio à corporação do Distrito Federal no cumprimento da ordem judicial no estado.
A investigação sobre o seminarista e os demais alvos permanece sob sigilo. Por esse motivo, as autoridades não divulgaram outros detalhes sobre as conversas investigadas nem sobre a participação atribuída a cada integrante do grupo.
Com informações da Folha de PE
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