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Emerson Freitas segue foragido, defesa fala em “vazamento seletivo” e diz que deputado eleito é inocente

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Influenciador teve prisão preventiva decretada por suspeita de extorsão; advogado afirma não ter tido acesso integral ao processo e promete apresentação após conhecer os autos

O deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) segue foragido após ter a prisão preventiva decretada pela 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em uma investigação por suspeita de extorsão. Nesta sexta-feira (30), a defesa afirmou que ele é inocente, denunciou um suposto “vazamento seletivo” de informações sigilosas e questionou a condução da investigação.

Emerson, cujo nome de registro é Emerson Jhuan Pereira do Nascimento, foi eleito deputado estadual com 49.254 votos. O mandado de prisão foi expedido na quinta-feira (29) e cita o artigo 158 do Código Penal, que trata do crime de extorsão.

Defesa diz que não teve acesso integral ao processo

Durante coletiva de imprensa no Recife, o advogado Weryd Simões afirmou que a defesa ainda não conhecia integralmente os fundamentos da decisão que decretou a prisão.

Segundo ele, os advogados já haviam solicitado acesso à investigação e aos autos, mas não teriam recebido resposta antes da expedição do mandado. O processo tramita em segredo de Justiça.

A defesa também sustenta que Emerson compareceu espontaneamente ao Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil durante a investigação e teria fornecido endereço, telefone e e-mail às autoridades.

Por isso, Simões contesta a forma como o deputado eleito passou a ser tratado como foragido e afirma que a defesa pretende cumprir a decisão assim que tiver conhecimento dos fundamentos completos.

Advogado questiona perícia em celular

Outro ponto levantado pela defesa envolve um aparelho celular que teria sido analisado durante a investigação.

Simões afirmou que o telefone pertencia a uma pessoa já falecida e questionou se havia autorização judicial para a perícia. Segundo o advogado, entre os documentos a que teve acesso não constava essa autorização.

A alegação é da defesa e ainda não há manifestação pública das autoridades responsáveis pela investigação sobre esse ponto.

O advogado também afirmou que o inquérito teria sido iniciado em julho e reuniria, entre outros elementos, registros de redes sociais e mensagens de WhatsApp.

Defesa fala em “vazamento seletivo”

A equipe jurídica de Emerson também acusou a existência de um “vazamento seletivo” de informações protegidas pelo segredo de Justiça.

Segundo a defesa, detalhes da investigação teriam chegado à imprensa antes que os próprios advogados tivessem acesso integral à decisão.

O argumento deverá ser analisado judicialmente. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem de eventuais vazamentos.

Polícia fez buscas enquanto defesa dava coletiva

A coletiva foi realizada no Alto do Mandu, Zona Norte do Recife.

Na região, equipes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil e do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar realizavam diligências para localizar Emerson.

O advogado afirmou que o imóvel monitorado pelas forças de segurança seria a casa de um eleitor do deputado eleito e disse que seu cliente não estava no endereço.

TJPE garante acesso à defesa, mas mantém prisão

Horas depois da coletiva, o Tribunal de Justiça de Pernambuco concedeu uma liminar determinando que os advogados fossem habilitados no processo e tivessem acesso à decisão de prisão preventiva, ao mandado e às provas já documentadas nos autos.

A decisão citou a Súmula Vinculante nº 14 do Supremo Tribunal Federal, que assegura ao defensor acesso aos elementos de prova já documentados em procedimento investigatório quando relacionados ao exercício do direito de defesa.

O tribunal, entretanto, manteve sob sigilo diligências que ainda estão em andamento para evitar prejuízo às investigações.

E o ponto central permanece: a prisão preventiva não foi revogada.

Com isso, o mandado continua válido e Emerson segue considerado foragido enquanto não se apresentar ou for localizado pelas autoridades.

Investigação envolve suspeita de extorsão

A decisão da 15ª Vara Criminal também recebeu denúncia contra Rizelly da Silva Santos, mas o mandado de prisão divulgado é direcionado a Emerson.

Como o processo está sob segredo de Justiça, detalhes completos sobre a acusação de extorsão ainda não foram tornados públicos.

Reportagens publicadas sobre o processo apontam que a investigação envolve a suspeita de que Emerson teria se passado por policial militar em uma abordagem relacionada a uma mulher vítima de violência doméstica. A defesa nega as acusações e sustenta que há nulidades na investigação.

MDB aguarda esclarecimentos

O diretório estadual do MDB afirmou que acompanha o caso e que aguardará os esclarecimentos das autoridades.

A legenda também declarou respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência.

Emerson foi eleito para a Assembleia Legislativa de Pernambuco e tem posse prevista para fevereiro de 2027.

A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. A eventual responsabilidade criminal do deputado eleito dependerá do andamento do processo e de decisão judicial.

 

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