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Quaest: Raquel Lyra chega a 44% e abre vantagem sobre João Campos em PE

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Quaest: Raquel tem 44% e João Campos, 36% em Pernambuco

Governadora aparece com oito pontos percentuais à frente do prefeito do Recife. Levantamento tem margem de erro de três pontos

A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 44% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, enquanto João Campos (PSB) registra 36%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). O levantamento, encomendado pela Globo, mostra uma diferença de oito pontos percentuais entre os dois principais candidatos.

Na pesquisa estimulada, quando os entrevistadores apresentam os nomes dos candidatos, Ivan Moraes (PSOL) aparece com 1%. Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP), Victor Assis (PCO), Guilherme Fonseca (PSTU) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) registram 0%.

Além disso, 7% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer. Outros 12% permanecem indecisos.

A Quaest também perguntou aos eleitores se a decisão sobre o voto já está definida. Nesse cenário, 72% disseram que a escolha é definitiva, enquanto 27% afirmaram que ainda podem mudar até a eleição, marcada para 4 de outubro. Outros 1% não souberam ou não responderam.

Raquel também lidera cenário de segundo turno

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, Raquel Lyra alcança 33%. João Campos aparece com 22%, enquanto outros nomes somam 1%.

Nesse cenário, porém, o número de eleitores sem candidato definido chega a 40%. Além disso, 4% dizem que pretendem votar em branco, anular ou não participar da votação.

A Quaest também simulou um eventual segundo turno entre Raquel e João. A governadora aparece com 47%, contra 37% do prefeito do Recife. Já 9% permanecem indecisos e 7% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois.

O levantamento também mediu a aprovação da atual gestão estadual. Segundo a pesquisa, 68% aprovam o governo Raquel Lyra, enquanto 24% desaprovam. Outros 8% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 46% consideram o governo positivo, 33% avaliam como regular e 16% como negativo. Outros 5% não responderam. Além disso, 61% disseram que Raquel merece a reeleição, contra 33% que responderam negativamente e 6% que não souberam opinar.

O diretor da Quaest e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Felipe Nunes, relacionou o desempenho eleitoral da governadora ao índice de aprovação da gestão. Segundo ele, os dados indicam que Raquel conseguiu, neste momento da campanha, transformar parte dessa avaliação positiva em intenção de voto.

Saúde lidera preocupações dos pernambucanos

A pesquisa também perguntou quais são os principais problemas de Pernambuco. A saúde lidera as respostas, com 33%, seguida pela violência, citada por 21% dos entrevistados.

Corrupção, desemprego e educação aparecem com 5% cada. Em seguida, infraestrutura registra 4%, enquanto economia e pobreza ou desigualdade aparecem com 3% cada. Enchentes foram mencionadas por 2%.

Outro bloco do levantamento avaliou o que os pernambucanos esperam do próximo governo. Para 41%, o candidato eleito deve continuar o trabalho que está sendo realizado atualmente. Já 31% defendem mudanças apenas no que não estiver funcionando, enquanto 23% querem uma mudança completa.

A Quaest também mediu a influência de apoios políticos. Metade dos entrevistados, 50%, prefere que o próximo governador seja aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 29% defendem um governador independente, enquanto 17% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro.

Quando questionados especificamente sobre o apoio de Lula, 34% disseram que ele aumenta a chance de votar em determinado candidato. Para 44%, entretanto, esse apoio não altera a decisão, enquanto 18% afirmaram que diminuiria a possibilidade de voto.

Já em relação ao apoio de Flávio Bolsonaro, 15% disseram que a associação aumentaria a chance de escolher um candidato. Por outro lado, 34% afirmaram que diminuiria essa possibilidade, enquanto 47% disseram que não faria diferença.

A pesquisa ouviu 1.302 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-07828/2026.

Quaest amplia alerta no PSB e expõe dificuldade de João Campos em crescer

A nova pesquisa Quaest acendeu mais um sinal de alerta na campanha do PSB em Pernambuco. O problema para João Campos (PSB) não está apenas na vantagem de Raquel Lyra (PSD), que passou de seis para oito pontos. O dado mais incômodo para o socialista é a dificuldade de apresentar crescimento consistente na reta final da disputa.

A ironia política apareceu justamente nesta terça-feira (25). No mesmo dia em que João destacou nas redes sociais que faltam 40 dias para a eleição, em uma referência ao número eleitoral do PSB, as pesquisas mostram o candidato distante dessa faixa de intenção de voto.

Na Quaest, Raquel aparece com 44%, enquanto João registra 36%. Além disso, o Datafolha divulgado na sexta-feira (21) já havia mostrado uma vantagem de sete pontos para a governadora. Nos dois levantamentos, portanto, a distância supera a margem de erro considerada isoladamente para cada candidato.

Outro dado merece atenção. Segundo a Quaest, 72% dos entrevistados afirmam que a escolha do candidato já é definitiva. Apenas 27% dizem que ainda podem mudar de voto. Quanto mais esse percentual de decisão consolidada aumenta, menor fica o espaço para grandes movimentos até 4 de outubro.

A governadora também aparece à frente na simulação de segundo turno. Nesse cenário, Raquel tem 47%, enquanto João registra 37%, uma diferença de dez pontos percentuais.

O desafio do PSB, portanto, não é apenas diminuir a vantagem da adversária. A campanha precisa encontrar uma forma de ampliar o eleitorado de João Campos em um momento no qual uma parcela expressiva dos pernambucanos afirma já ter decidido o voto.

PSB precisa encontrar resposta para a reta final

João Campos carrega um dos sobrenomes mais importantes da história recente da política pernambucana. É bisneto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, dois ex-governadores que também comandaram nacionalmente o PSB.

O partido acumulou forte protagonismo eleitoral no estado nas últimas décadas. Desde 1994, venceu cinco das oito eleições realizadas para o governo de Pernambuco. Essa trajetória foi construída por diferentes gerações de dirigentes, estrategistas e lideranças políticas.

Por isso, diante dos números atuais, cresce a importância de avaliar se a estratégia adotada até aqui precisa de ajustes. Manter exatamente o mesmo caminho enquanto a principal adversária amplia a vantagem pode representar um risco numa campanha que entra em sua fase decisiva.

Raquel ainda tem espaço para crescer ou já chegou perto de seu limite eleitoral? João possui um piso consolidado ou ainda pode perder terreno? Essas são perguntas que as próximas pesquisas começarão a responder.

Neste momento, porém, os levantamentos disponíveis mostram uma tendência que o PSB não pode ignorar: Raquel lidera, ampliou a vantagem e João Campos ainda precisa demonstrar capacidade de reação.

A eleição não terminou e pesquisas representam fotografias do momento, não previsões do resultado das urnas. Mas, a 40 dias da votação, o relógio começa a correr mais rápido — especialmente para quem está atrás.

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