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Vorcaro teria acesso a academia e alimentos externos na Papudinha

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Daniel Vorcaro

Relatos apontam uso de espaço reservado a policiais e entrada de itens como picanha e doces; defesa nega conhecer qualquer regalia

O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, estaria recebendo tratamento diferenciado enquanto cumpre prisão preventiva no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha. Segundo informações atribuídas ao portal Poder Paraná, ele teria acesso a uma academia destinada aos policiais da unidade e também receberia alimentos levados de fora.

Vorcaro está preso preventivamente desde 25 de junho. De acordo com os relatos, o empresário utilizaria a academia do batalhão três vezes por semana. Além disso, o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes teria autorizado o acesso ao espaço em 17 de julho.

A PMDF, no entanto, não confirmou essas informações. A corporação afirmou que cumpre as determinações estabelecidas pelo Judiciário, mas não esclareceu se Vorcaro frequenta a academia nem se recebeu autorização específica para utilizar o local.

Relato cita picanha, doces e outros alimentos

A denúncia também aponta a entrada de produtos externos na Papudinha. Segundo a publicação, agentes da unidade inspecionaram, em 13 de julho, uma sacola do supermercado Verdemar destinada a Vorcaro.

O material teria picanha armazenada em recipiente plástico, leite de soja, leite de amêndoas, água de coco, duas caixas de doce de leite, queijo, presunto, bananas e três pacotes de pão de forma. Além disso, os agentes teriam identificado suplementos e outros produtos que não puderam ser reconhecidos.

Parte dos itens chamou atenção porque não aparece na lista prevista pela Portaria nº 80, de 15 de março de 2023, para custodiados. A norma permite, por exemplo, até 1 quilo de biscoitos e rosquinhas industrializadas, 28 unidades de doces industrializados, 300 gramas de castanhas e amendoim, 300 gramas de torradas e até 400 gramas de batata palha e farofa.

Ao mesmo tempo, fontes ouvidas pelo veículo responsável pela denúncia relataram uma suposta proximidade entre Vorcaro e integrantes da corporação. Segundo esses relatos, alguns policiais chamariam o empresário de “brother” e manteriam uma relação de maior familiaridade com ele. Contudo, a PMDF não confirmou esse tipo de tratamento.

Defesa diz desconhecer supostas regalias

O advogado Daniel Bialski, que passou a integrar a defesa de Vorcaro em agosto, afirmou que desconhece qualquer tratamento diferenciado. Ao comentar o possível uso da academia, disse não ter informações sobre o assunto e declarou que acompanha a rotina normal de um cliente preso.

Além disso, Bialski afirmou que não conhece nenhum benefício relacionado à entrada de alimentos externos. Segundo o criminalista, Vorcaro segue o mesmo regramento aplicado aos demais presos recolhidos na unidade.

Bialski atua na defesa ao lado do advogado Sérgio Leonardo, amigo de Vorcaro. Os dois também participam das tratativas relacionadas a uma possível colaboração premiada do ex-controlador do Banco Master.

Por sua vez, a PMDF declarou que o Judiciário define as regras aplicáveis ao custodiado e que a corporação cumpre essas determinações. Entretanto, a instituição não informou se existe uma decisão que permita a Vorcaro utilizar a academia do batalhão.

A corporação também não esclareceu se o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes autorizou o acesso ao espaço. Da mesma forma, não explicou quais regras teriam permitido a entrada dos alimentos mencionados na denúncia.

Assim, as alegações de tratamento diferenciado continuam baseadas nos relatos divulgados pelo veículo. Até o momento, nem a PMDF nem a defesa confirmaram que Vorcaro tenha recebido as supostas regalias descritas na publicação.


Com informações de Claudio Dantas

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