Brasil
PF prende dois em operação contra tráfico internacional de armas
Investigação aponta que peças e acessórios para fuzis eram enviados dos Estados Unidos ao Brasil por encomendas internacionais.
A Polícia Federal prendeu duas pessoas nesta quinta-feira (27) durante a segunda fase da Operação Órion, que investiga um esquema de tráfico internacional de armas. A apuração mira a entrada ilegal no Brasil de peças e acessórios para armamentos enviados dos Estados Unidos.
Os agentes cumpriram dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. As ordens partiram da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, os presos são um homem e uma mulher. Além disso, a investigação aponta que o material tinha como destino o mercado clandestino de armas no país.
A investigação começou após a identificação de encomendas internacionais suspeitas vindas da Flórida, nos Estados Unidos. Os pacotes continham peças e acessórios utilizados em fuzis.
Os Correios auxiliaram nas apurações. Depois disso, a prisão de um dos envolvidos permitiu que a Polícia Federal aprofundasse a investigação e identificasse outros suspeitos.
De acordo com a PF, o objetivo da nova fase é interromper a importação ilegal desses componentes. Ao mesmo tempo, a corporação busca impedir que o material abasteça o comércio clandestino de armas no Brasil.
Primeira fase encontrou laboratório com impressoras 3D

Impressoras 3D apreendidas pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Órion – Foto: Reprodução
A Operação Órion começou há cerca de um ano. Na primeira fase, a Polícia Federal desativou um laboratório clandestino em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Segundo a corporação, o local funcionava para a montagem de componentes de armas com o uso de impressoras 3D. Na ocasião, os agentes também apreenderam materiais bélicos e equipamentos eletrônicos.
Esses elementos contribuíram para o avanço da investigação. Além disso, ajudaram os policiais a identificar novos envolvidos no esquema.
Agora, a PF busca esclarecer a extensão da estrutura investigada e o destino dos componentes que entravam ilegalmente no país. Os investigados poderão responder por tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição.
Com informações do g1
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