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Operação resgata 140 filhotes de papagaio no Sertão de Pernambuco

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Filhotes de papagaio resgatados do tráfico em Floresta

Aves vítimas do tráfico chegaram debilitadas ao Cetras e podem precisar de até dois anos de reabilitação

Uma operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resgatou 140 filhotes de papagaio em Floresta, no Sertão de Pernambuco. As equipes encontraram as aves em condições inadequadas de transporte durante uma ação contra o tráfico de animais silvestres.

O resgate ocorreu no sábado (12), mas os órgãos responsáveis divulgaram as informações nesta segunda-feira (21). Após a apreensão, as equipes encaminharam os animais ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), administrado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

O grupo reúne filhotes de papagaio-verdadeiro e papagaio-do-mangue. Muitos têm poucos dias de vida e chegaram ao centro com sinais de desnutrição, maus-tratos e outros problemas de saúde.

Durante a avaliação, os profissionais encontraram larvas de mosca no corpo de alguns animais. Além disso, outros filhotes apresentavam indícios de queimaduras no papo. Dois morreram pouco depois de chegar ao Cetras.

Veterinários, biólogos e tratadores acompanham os sobreviventes. Conforme o quadro de cada ave, a equipe administra medicamentos para aliviar a dor, combater infecções e tratar as demais condições identificadas na triagem.

Recuperação pode durar até dois anos

Filhotes de papagaio recebem cuidados após resgate

Filhotes resgatados do tráfico apresentam plumagem ainda em desenvolvimento | Foto: Reprodução

Como ainda não conseguem se alimentar sozinhos, os filhotes recebem comida diretamente no bico. Segundo a bióloga Letícia de Oliveira, esse cuidado deverá continuar por aproximadamente três meses.

“Nós estamos nos dedicando para salvar os filhotes. Boa parte deles tem poucos dias de nascidos. Então, por cerca de três meses, eles serão alimentados diretamente no bico”, explicou.

O processo completo de recuperação, no entanto, pode durar até dois anos. De acordo com Ivan Vasconcelos, gerente da Unidade de Gestão de Fauna da CPRH, esse período permite que os papagaios desenvolvam habilidades essenciais para a sobrevivência, como procurar o próprio alimento.

A equipe somente devolverá as aves ao habitat natural quando elas conseguirem sobreviver sem ajuda humana. Até lá, veterinários, biólogos e tratadores avaliarão a evolução de cada animal.

Enquanto isso, a CPRH reforçou as fiscalizações em residências e feiras livres de Pernambuco para combater o comércio ilegal de animais silvestres. A população pode denunciar casos à Ouvidoria Ambiental pelo telefone (81) 3182-8823, pelo e-mail ouvidoriaambiental@cprh.pe.gov.br ou pelo portal da agência.

Segundo a CPRH, o artigo 29 da Lei Federal nº 9.605 enquadra o tráfico de animais silvestres como crime. A legislação prevê multa de R$ 5 mil, além de pena de detenção de seis meses a três anos.


Com informações do g1

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