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GERP aponta Flávio com 53% e Lula com 47%; vantagem chega a 6 pontos nos votos válidos

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Tracking ouviu 2.400 eleitores entre 15 e 19 de outubro e mostra disputa estável na reta final, com 93% dizendo já ter voto totalmente definido

Novo tracking da GERP Mercadologia divulgado na reta final da eleição presidencial mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente Lula (PT). O levantamento ouviu 2.400 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro e trabalha com média móvel de três dias. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais.

Nos votos totais, Flávio aparece com 50%, enquanto Lula registra 45%. Outros 2% afirmam não escolher nenhum dos dois candidatos e 3% dizem não saber em quem votar.

A diferença chega, portanto, a cinco pontos nos votos totais e seis pontos nos votos válidos. Segundo a metodologia adotada pela própria GERP, a distância supera o valor crítico de três pontos utilizado pelo instituto, que classifica a vantagem como estatisticamente sustentada.

Os números ficaram estáveis em relação ao tracking anterior.

Espontânea também mostra Flávio à frente

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, Flávio registra 49%, contra 43% de Lula.

Outros 7% não souberam responder e 1% apresentou outras respostas. Desde o início da série da GERP, Flávio passou de 46% para 49%, enquanto Lula variou de 41% para 43%. Texto colado(20261021-083917)

93% dizem que voto já está definido

Um dos dados que mais chama atenção no levantamento é o nível de consolidação do voto.

Entre os eleitores de Flávio, 98% afirmam que a escolha está totalmente definida, enquanto apenas 2% admitem a possibilidade de mudança.

Entre os eleitores de Lula, 97% dizem estar completamente decididos e 3% ainda admitem mudar.

Considerando todo o eleitorado pesquisado, 93% afirmam que o voto já está totalmente definido.

A GERP estima que o chamado “eleitorado em jogo” representa 7% dos entrevistados. Nesse grupo, 5% ainda não escolheram nenhum dos candidatos e 2% dizem que podem mudar de voto.

Rejeição de Lula chega a 49%

O tracking também mediu a rejeição dos candidatos.

Segundo o levantamento, 49% afirmam que não votariam em Lula, enquanto 46% rejeitam Flávio Bolsonaro. Os índices permaneceram estáveis em relação à rodada anterior. Texto colado(20261021-083917)

A desaprovação à Presidência aparece igualmente em 49%.

Propaganda eleitoral alcança 56%

Outro recorte analisado pela GERP mostra que 56% dos entrevistados dizem assistir à propaganda eleitoral gratuita na televisão, alta de três pontos em comparação com a medição anterior.

Entre os que assistem à propaganda, 47% apontam Flávio como responsável pela melhor campanha na TV, enquanto 46% citam Lula. Essa diferença está dentro da margem de erro desse recorte.

Curiosamente, entre os entrevistados que acompanham a propaganda, Lula aparece com 50% das intenções de voto e Flávio com 47%. Já entre aqueles que não assistem, Flávio tem 53% contra 40% de Lula.

A própria GERP ressalta que esses números não medem o efeito da propaganda sobre o voto, porque refletem perfis diferentes de eleitores.

Pesquisa mede percepção sobre quem vencerá

O levantamento também perguntou aos eleitores quem eles acreditam que vencerá a eleição.

Nesse quesito, 57% citam Flávio e 37% Lula. Trata-se de percepção dos entrevistados, e não de uma previsão produzida pelo instituto.

Quando a pergunta é sobre quem estaria mais preparado para governar, Lula registra 46%, contra 45% de Flávio.

Flávio aparece com 43% como candidato mais visto durante a campanha, enquanto Lula soma 41%. Já 50% dizem que Flávio chama mais atenção de forma positiva, contra 44% que citam Lula.

Evangélicos, Centro-Oeste e Sul são bases mais fortes de Flávio

Nos recortes apresentados pela GERP, Flávio registra 65% entre evangélicos, 64% no Centro-Oeste e 62% no Sul.

Entre os eleitores com ensino superior, porém, o candidato apresentou queda de cinco pontos, chegando a 50%. Segundo o instituto, essa foi a única redução no período que ultrapassou o limiar estatístico do próprio segmento.

A pesquisa também mostra que jovens de 16 a 24 anos concentram uma fatia maior de voto ainda móvel. Nesse grupo, 12% estariam “em jogo”, embora o instituto ressalte que a base de 99 entrevistas torna esse recorte apenas indicativo.

Segurança pública é principal preocupação dos eleitores em jogo

Entre os 157 entrevistados classificados pela GERP como eleitores ainda em disputa, 42% apontam violência e falta de segurança e policiamento como principal preocupação.

Na sequência aparecem falta de hospitais e postos de saúde, com 23%; falta de médicos e profissionais de saúde, com 16%; escolas e colégios ruins, com 15%; e custo de vida elevado, com 14%.

Apesar da vantagem numérica registrada pelo tracking, pesquisas representam uma fotografia do momento em que os entrevistados foram ouvidos e não substituem o resultado das urnas.

 

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