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Política

Caso da padroeira: MP pede bloqueio de perfil de servidor do Planalto

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George Marques e Flávio Bolsonaro em montagem

MPE pediu o bloqueio do perfil de George Marques no X, mas rejeitou sua prisão. A Justiça ainda não decidiu sobre a restrição.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a suspensão temporária do perfil de George Marques da Silva e Silva na rede social X. O órgão também quer proibir que ele use outras contas. George é coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Por enquanto, o juiz não autorizou nenhuma das restrições.

A manifestação do MPE responde a uma notícia-crime da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Os advogados do candidato acusam George de republicar mensagens que incentivavam a circulação de uma informação falsa: a de que Flávio apoiava retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A campanha pediu a apuração de possíveis crimes eleitorais e também apontou suspeitas de incitação ao crime e associação criminosa.

O MPE solicitou ainda a preservação das publicações ligadas ao caso, inclusive das que George eventualmente excluiu. No entanto, posicionou-se contra os pedidos da campanha para prendê-lo preventivamente, afastá-lo do cargo e apreender seus dispositivos eletrônicos. A Justiça ainda não concluiu se o servidor cometeu algum crime.

Juiz pede detalhes antes de decidir

Captura de publicação republicada por George Marques

Captura mostra uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida republicada pelo perfil de George Marques no X. | Foto: Reprodução

O juiz eleitoral de garantias Wagner Pessoa Vieira deu 24 horas para o MPE esclarecer quais crimes identifica nas publicações. Além disso, pediu que o órgão explique por que o caso caberia ao juízo das garantias da Justiça Eleitoral. Só depois dessas respostas ele analisará as medidas solicitadas.

O magistrado quer que o MPE indique as publicações investigadas e especifique quais registros digitais pretende preservar. Para isso, o órgão deverá informar os endereços dos conteúdos e o período correspondente. Até lá, o juiz não autorizou o bloqueio do perfil, a restrição ao uso de redes sociais nem o acesso a dados protegidos.

A informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida resgatou um projeto apresentado por outro deputado em 2007. A Câmara dos Deputados rejeitou e arquivou a proposta em 2008. Flávio Bolsonaro nega ter apresentado um projeto para retirar o título da padroeira.

Questionado pelo Poder360, George afirmou que usa o perfil para manifestações pessoais sobre política e humor. Ele disse não se lembrar da republicação e declarou que, caso a tenha feito, foi um erro involuntário. Já a Secom informou que a conta pessoal do servidor não representa a posição institucional da secretaria. O órgão também considerou inadequado o uso de perfis pessoais quando isso pode causar confusão com manifestações oficiais.


Com informações do Poder360

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