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Cidades

Grande Recife terá demolição de 296 prédios-caixão

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Prédio-caixão interditado por risco de desabamento no Grande Recife

Proprietários poderão receber indenização média de R$ 120 mil, enquanto 55 edifícios já tiveram acordos homologados pela Justiça Federal

O governo federal inicia na próxima semana a segunda e última etapa do acordo destinado à indenização de proprietários de apartamentos em prédios-caixão com alto risco de desabamento no Grande Recife. A nova fase contempla 296 edifícios localizados no Recife, em Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes.

Segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), o acordo firmado em junho de 2024 prevê a demolição de 431 edifícios e um investimento total de R$ 1,7 bilhão. Além disso, a Caixa Econômica Federal fará o pagamento das indenizações, chamadas de “Cheque Esperança”, com valor médio de R$ 120 mil por unidade.

Os prédios-caixão se popularizaram entre as décadas de 1970 e 1990. Esse modelo de construção utiliza paredes de alvenaria estrutural e não conta com a estrutura convencional de vigas, pilares e concreto armado. Ao longo das últimas décadas, pelo menos 18 desabamentos envolvendo esse tipo de edificação ocorreram em Pernambuco.

Em julho de 2023, parte de um bloco do Conjunto Beira-Mar, em Paulista, desabou e deixou 14 mortos e sete feridos. Três meses antes, o desabamento do Edifício Leme, em Olinda, havia causado seis mortes.

Diante desse histórico, o governo federal, o Governo de Pernambuco, o Ministério Público e a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) formalizaram o acordo em 2024. Com isso, o poder público passou a organizar o pagamento das indenizações e a retirada dos imóveis considerados de risco.

Depois das demolições, os terrenos passam para o Governo de Pernambuco. Em seguida, o estado deverá destiná-los a projetos de habitação social, inclusive com previsão de atendimento a famílias que viviam como inquilinas nos imóveis.

Segunda etapa começa com 55 edifícios homologados

Famílias que ocupavam prédio interditado em Olinda são retiradas, diz  prefeitura - Folha PE

Edifício Acapulco, em Jardim Atlântico, Olinda, permanece interditado devido ao risco de desabamento – Foto: Reprodução

Entre os imóveis incluídos nessa primeira etapa de atendimento da segunda fase estão:

  • Edf. Maria Elizabete — Piedade, Jaboatão dos Guararapes
  • Catharina — Candeias, Jaboatão dos Guararapes
  • Curado III Quadra 3 — Curado 3, Jaboatão dos Guararapes
  • Edf. Santa Catarina — Jardim Atlântico, Olinda
  • Edf. Raimundo Calado — Jardim Atlântico, Olinda
  • Edf. Aruaque Princesa Isabel — Jardim Fragoso, Olinda
  • Edf. Rodrigo — Casa Caiada, Olinda
  • Edf. Vila Sol — Casa Caiada, Olinda
  • Edf. Elpidio Calado — Jardim Atlântico, Olinda
  • Edf. Xavante — Jardim Fragoso, Olinda
  • Edf. El Dorado — Jardim Atlântico, Olinda
  • Edf. Danielle Carvalho — Jardim Atlântico, Olinda
  • Edf. Primavera — Jardim Fragoso, Olinda
  • Residencial Maranguape I — Jardim Maranhão, Paulista
  • Edf. Lyon — Pau Amarelo, Paulista
  • Edf. Portugal — Janga, Paulista
  • Arthur Lundgren 2, blocos 5 e 11 — Paulista
  • Edf. Vila Real, bloco 5 — Arthur Lundgren 2, Paulista
  • Edf. São Pedro — Janga, Paulista
  • Privê Maria Guiomar, blocos C a I — Cordeiro, Recife
  • Residencial Eldorado, blocos A a F — Recife
  • Conjunto Manuela Valadares, blocos A1 a A5 — Sancho, Recife
  • Boa Viagem I, blocos 3 a 18 — Imbiribeira, Recife

Outros prédios também entram na segunda fase

Os demais imóveis previstos para a segunda fase estão distribuídos por bairros do Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes. Entre eles aparecem conjuntos e edifícios em Jardim Atlântico, Jardim Fragoso, Janga, Candeias, Iputinga, Várzea, Imbiribeira, Cordeiro, Boa Viagem, Arruda, Jardim Piedade, Rio Doce e outras localidades da Região Metropolitana.

Além disso, a relação inclui residenciais e conjuntos como Campo Alegre, Bultrins, Parque Primavera, Parque Floresta, Jardim Petrópolis, Asa Branca, Morada dos Rios, Bosque das Madeiras, Cidades do Mundo, Vaticano, 21 de Abril, Pantanal, Jardim Brasil, Arthur Lundgren II e Jóias.

Relação inclui dezenas de edifícios e condomínios

Também fazem parte do processo edifícios como Porto Canoas, Cajueiro, Cataguases, Thiago, Apolônio Sales, Cidade de Barcelona, Abraão Aniz, Santa Alice, Solar das Orquídeas, Flora Calado, Délia, Daniela, Gamaville, Havaí, Hibiscus, Guanabara, Acegua, Baia Branca, Erika, Mar del Plata, São Paulo e Portinari.

A lista inclui ainda Maria Augusta, Monte das Oliveiras, Montrellier, Maria Luisa, Maria Betânia, Maria Fabiana, Maria da Glória, Praça do Forte, Igará, Iguana, Queimadas, Rei Salomão, Real da Torre, Andorinha, Rio Botafogo, Saint Phillip, Nave São Caetano, Verbena, El Farol, Guaianazes e Vila Navarro.

Além disso, aparecem Rosália, Santo Antonio, Samambaia, Izaura Nunes, Itaparica, Água Clara, Itajaí, Ilha do Mar, Curió, Ijuí, Aldebarã, Umbuaranas, Trindade, Juliana, Lucio Pereira, Lina Maltese, La Rochele, Vinícius de Moraes e Le Quartier.

Por fim, também estão na relação Paula Francissinete, Agave, Marques de Felipe, Topázio, Romarco, Solar da Iputinga, Servilha, Acapulco, Serra Negra, Rosalina, Novo Horizonte e José Maria Lacerda.

A lista completa contempla ainda blocos e condomínios com múltiplas unidades. Por isso, a quantidade de nomes de empreendimentos não corresponde diretamente ao total de 296 prédios incluídos na segunda fase.


Com informações do g1

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