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Sócio da Pixbet é preso pela PF durante operação na Paraíba

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Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da Pixbet

Diomar Tadeu Dantas de Farias foi localizado em Jacumã durante nova fase de investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (17) o empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da Pixbet, durante a segunda fase da Operação Arena. Os agentes localizaram o empresário em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, onde cumpriram contra ele um mandado de prisão preventiva.

Após a prisão, a Polícia Federal deve encaminhar Diomar Tadeu para Campina Grande, no Agreste paraibano. Além disso, a nova fase da operação prevê o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens.

Até a divulgação das informações, a PF havia confirmado apenas a identidade do alvo da ordem de prisão. O órgão não informou os nomes das pessoas atingidas pelos demais mandados.

Diomar Tadeu é primo de Ernildo Júnior, proprietário da empresa de apostas esportivas. Na primeira fase da Operação Arena, realizada em agosto, agentes federais abordaram Ernildo e apreenderam o veículo e o celular dele.

A defesa de Diomar Tadeu não havia se manifestado sobre a prisão até a publicação das informações disponíveis.

Operação apura suspeitas de lavagem de dinheiro

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal durante diligência

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal atuam durante diligência relacionada à investigação. | Foto: Reprodução

A Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Receita Federal iniciaram a Operação Arena em agosto de 2026. Desde então, os órgãos investigam um grupo suspeito de usar o setor de apostas esportivas em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na primeira fase, as equipes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão na Paraíba, em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Além disso, a Justiça autorizou quebras de sigilos bancário e telemático e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.

Segundo a Polícia Federal, recursos provenientes de apostas teriam sido enviados para uma empresa de fachada registrada em Curaçao. Em seguida, o dinheiro retornaria ao Brasil como pagamento por serviços que, conforme a investigação, não teriam sido realizados.

Ainda de acordo com os investigadores, a empresa emitia notas fiscais referentes a esses supostos serviços. Dessa forma, os valores enviados ao exterior retornariam ao país com aparência de origem regular, segundo a apuração.

Sede da Pixbet entrou na mira da operação

Sede da Pixbet em Campina Grande, na Paraíba

Sede da Pixbet em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O local foi alvo de buscas na primeira fase da Operação Arena. | Foto: Reprodução

Durante a primeira fase, agentes também cumpriram medidas na sede da Pixbet, em Campina Grande. A empresa integra a investigação, embora a existência da apuração não signifique, por si só, comprovação das suspeitas ou condenação dos envolvidos.

O advogado Nelson Wilians também esteve entre os alvos daquela etapa, em São Paulo. Na ocasião, a defesa afirmou que o escritório mantinha com a Pixbet apenas uma relação profissional decorrente da prestação de serviços advocatícios.

Por sua vez, a defesa da Pixbet declarou que ainda não havia tido acesso à decisão que autorizou a operação. A empresa afirmou que a ação a surpreendeu e informou que se manifestaria depois de analisar o documento.

Além da investigação federal, a empresa enfrentou outra decisão judicial em julho de 2026. Na ocasião, a Justiça da Paraíba determinou, em caráter liminar, a suspensão nacional das plataformas de apostas on-line da Pixbet por entender que os mecanismos existentes não impediam adequadamente o acesso de menores de idade.

Pixbet já patrocinou Flamengo e Corinthians

Com sede em Campina Grande, a Pixbet atua no mercado de apostas esportivas e jogos on-line. Nos últimos anos, a empresa também ganhou projeção nacional ao patrocinar grandes clubes do futebol brasileiro.

O Flamengo encerrou o contrato com a operadora em agosto de 2025 após manifestar insatisfação com atrasos nos pagamentos. O acordo previa repasses de R$ 125 milhões por temporada.

Já o Corinthians encerrou a parceria com a Pixbet em 2024. Depois disso, a empresa cobrou do clube uma multa de R$ 20 milhões, sob a alegação de que o contrato previa exclusividade no segmento de apostas esportivas.

Na Paraíba, a Pixbet também mantém relação com o Serra Branca Esporte Clube. O time possui centro de treinamento em Campina Grande, constrói um estádio no município de Serra Branca e disputou a Série D do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil em 2026.

Além disso, a marca dá nome à Arena Vaquejada Pixbet, localizada em Gurinhém, às margens da BR-230. O espaço ocupa cerca de 600 hectares e recebe vaquejadas e shows. Em 2025, a principal competição realizada no local distribuiu mais de R$ 1,4 milhão em premiação.


Com informações do g1

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