Conecte-se Conosco
 

Brasil

Pai de Vorcaro pede a Fachin que destrave processo sobre prisão no caso Master

Publicado

em

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro

Defesa de Henrique Vorcaro quer que processo volte a André Mendonça para análise de pedido de prisão domiciliar

A defesa de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que retire a suspensão de um processo ligado ao caso Master. O objetivo é permitir uma nova análise da prisão preventiva do empresário.

Henrique está preso desde 14 de maio por ordem do ministro André Mendonça. Em junho, a Segunda Turma do STF confirmou a medida. Agora, a defesa tenta converter a prisão preventiva em domiciliar.

Os advogados Eugênio Pacelli de Oliveira e Frederico Horta apresentaram o pedido a Fachin na quarta-feira (16). Segundo eles, a prisão já dura mais de 90 dias sem nova revisão de seus fundamentos.

Além disso, os defensores citam o estado de saúde de Henrique. A petição afirma que ele tem diverticulite recorrente, condição que, segundo os advogados, oferece risco à vida.

Defesa quer processo de volta a André Mendonça

Edson Fachin e André Mendonça no STF

Edson Fachin e André Mendonça durante sessão do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Henrique Vorcaro pede que o processo sobre a prisão retorne à relatoria de Mendonça. | Foto: Reprodução

Fachin determinou que processos relacionados ao Banco Master e às fraudes investigadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fossem enviados ao seu gabinete. Ao mesmo tempo, suspendeu o andamento dos procedimentos enquanto o STF discute questões de competência e relatoria.

A medida ocorreu após Fachin assumir a relatoria de uma petição relacionada à possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Nesse contexto, outros processos ligados ao caso Master também tiveram a tramitação interrompida.

No entanto, os advogados de Henrique argumentam que a situação de seu cliente deve ser analisada separadamente. A defesa sustenta que o processo sobre a prisão pode retornar a André Mendonça, que era o relator original.

Segundo a petição, a sessão realizada pelo STF na terça-feira (15) terminou sem definir qual órgão da Corte e qual ministro devem conduzir parte desses procedimentos. Por isso, a defesa pede que Fachin reveja a suspensão.

Caso o pedido seja aceito, Mendonça poderá voltar a analisar as solicitações relacionadas à prisão de Henrique. Entre elas está o pedido de conversão da preventiva em prisão domiciliar.

Defesa cita investigação sobre “A Turma”

Os advogados também afirmam que o procedimento envolvendo Henrique não trata de autoridades com foro privilegiado. Segundo a defesa, os fatos dizem respeito ao grupo chamado de “A Turma”.

A Polícia Federal atribui ao grupo ações de intimidação contra adversários de Daniel Vorcaro. De acordo com a investigação, Henrique teria atuado como operador financeiro da estrutura.

Na petição, a defesa sustenta que não há políticos, ministros ou outras autoridades mencionadas nos fatos específicos relacionados ao grupo. Por isso, questiona a necessidade de manter esse processo suspenso junto aos demais procedimentos.

A PF afirma que integrantes de “A Turma” mantiveram atividades criminosas mesmo após o avanço das investigações sobre o Banco Master. Essas informações fazem parte da apuração e não representam condenação de Henrique ou dos demais investigados.

Enquanto Fachin não decide sobre o pedido, a prisão preventiva de Henrique permanece válida. Ao mesmo tempo, o STF continua discutindo a tramitação dos processos relacionados ao caso Master.


Com informações do Folha de PE

Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados

TENDÊNCIA

Copyright © 2026 | CARDINOT