27 CIDADES EM EMERGÊNCIA E 6 MORTOS EM PERNAMBUCO

Deslizamentos e enchentes deixam rastro de destruição no Grande Recife; tragédia também atinge a Paraíba

As fortes chuvas que atingem Pernambuco desde a última sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, colocaram o estado em situação crítica. A governadora Raquel Lyra decretou situação de emergência em 27 municípios, medida válida por 180 dias e publicada em edição extra do Diário Oficial.

A decisão permite acelerar ações de socorro, reconstrução e acesso a recursos federais diante do cenário de destruição provocado pelos temporais.

Até o momento, seis mortes foram confirmadas no Grande Recife, a maioria causada por deslizamentos de barreiras em áreas de risco. Uma das vítimas morreu após ser arrastada por uma correnteza em São Lourenço da Mata.


TRAGÉDIAS EM ÁREAS DE RISCO

Os casos mais graves ocorreram na Zona Norte do Recife e em Olinda, onde casas foram soterradas após o solo encharcado ceder.

Entre as vítimas estão crianças, um bebê e famílias inteiras, atingidas dentro de casa. Os deslizamentos aconteceram de forma rápida, dificultando qualquer reação das vítimas.

Outro caso que chamou atenção foi o de um idoso que pulou no Rio Beberibe durante o temporal e acabou sendo levado pela correnteza. O corpo foi localizado dois dias depois, mas, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, a morte não entrou na contagem oficial por ter ocorrido após entrada voluntária na água.


RESPOSTA DO GOVERNO

Com o decreto de emergência, o governo estadual intensifica ações de resgate, assistência humanitária e reconstrução. Equipes da Defesa Civil de Pernambuco seguem mobilizadas nas áreas mais afetadas.

A medida também facilita o envio de recursos federais e a adoção de medidas emergenciais para atender famílias desabrigadas.


IMPACTO TAMBÉM NA PARAÍBA

Os efeitos das chuvas se estendem a estados vizinhos. Na Paraíba, dois homens morreram eletrocutados na cidade de Guarabira enquanto organizavam um evento no feriado.

Cerca de 1.800 famílias ficaram desabrigadas no estado, que também decretou situação de emergência em áreas afetadas. O governo federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, anunciou o envio de equipes da Defesa Civil Nacional para apoio às operações.


ALERTA E REPETIÇÃO DE CENÁRIOS

A nova tragédia expõe novamente a vulnerabilidade de áreas urbanas ocupadas irregularmente e a falta de infraestrutura adequada para drenagem e contenção de encostas.

Especialistas alertam que, sem políticas estruturais de prevenção, episódios como esse tendem a se repetir — especialmente em períodos de chuvas intensas.

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