COMIDA MAIS CARA VOLTA A PESAR NO BOLSO E INFLAÇÃO SOBE 4,39% EM 12 MESES

Alta dos alimentos continua pressionando famílias brasileiras

A inflação oficial do Brasil desacelerou em abril, mas o brasileiro continuou sentindo no bolso o aumento no preço da comida. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (12), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,67% no mês. Apesar de menor que os 0,88% registrados em março, o índice acumulado em 12 meses avançou para 4,39%, acima dos 4,14% anteriores.

O grande vilão continua sendo o grupo Alimentação e Bebidas, que sozinho respondeu por quase metade da inflação registrada em abril.

Alimentos disparam e puxam inflação

Os alimentos consumidos dentro de casa tiveram alta de 1,64% no mês, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias, principalmente as de baixa renda.

Entre os produtos que mais subiram estão itens básicos do dia a dia, afetando diretamente quem vai ao supermercado:

  • Produtos alimentícios essenciais registraram forte aumento;
  • Custos de transporte e frete também influenciaram os preços;
  • Combustíveis mais caros acabaram elevando o valor final dos alimentos.

Segundo o gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves, o aumento no preço dos combustíveis impacta diretamente o custo do transporte de mercadorias.

“Os combustíveis mais caros influenciam o preço do frete e isso chega ao consumidor final”, explicou.

Mesmo com algumas quedas pontuais em determinados produtos, a alimentação segue sendo a principal responsável pela pressão inflacionária em 2026.

Saúde também pesa no orçamento

Outro setor que pressionou a inflação foi o de Saúde e Cuidados Pessoais, com alta de 1,16% em abril.

O aumento foi impulsionado principalmente pelo reajuste autorizado nos medicamentos, que passaram a ter aumento de até 3,81% desde o início do mês.

Produtos de higiene pessoal e perfumes também registraram aumento.

Passagens aéreas caem, mas gasolina segue pressionando

O grupo Transportes praticamente ficou estável em abril, com leve alta de 0,06%. A redução foi puxada pela forte queda no preço das passagens aéreas, que ficaram 14,45% mais baratas.

Apesar disso, os combustíveis continuaram subindo e impediram uma desaceleração maior da inflação.

A gasolina permaneceu como o item com maior impacto individual no IPCA de abril.

Inflação desacelera, mas custo de vida continua subindo

Mesmo com uma desaceleração no índice geral, especialistas alertam que o custo de vida continua elevado, principalmente para quem depende de alimentação básica e serviços essenciais.

O rendimento do trabalhador segue pressionado pelo avanço dos preços no supermercado, farmácia e transporte, mantendo a sensação de perda do poder de compra entre os brasileiros.

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