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Polícias negam toque de recolher no Grande Recife e investigam fake news atribuída a facção
Mensagem compartilhada nas redes sociais citava comunidades do Recife e de Olinda. Forças de segurança afirmam que a informação é falsa e orientam a população a não repassar o conteúdo.
As polícias Civil e Militar de Pernambuco negaram, nesta terça-feira (7), que facções criminosas tenham determinado toque de recolher em comunidades do Grande Recife.
A informação falsa circulou pelas redes sociais, principalmente em grupos de WhatsApp. O suposto comunicado, atribuído ao Comando Vermelho, proibia a circulação de moradores entre 22h e 5h em áreas como Cajueiro, Campina do Barreto, Peixinhos, Campo Grande, Ilha do Maruim, Chié, Saramandaia, Marezão e Ponte Preta.
Durante coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, no Bairro do Recife, representantes das forças de segurança afirmaram que o conteúdo foi verificado e não corresponde à realidade.
O coronel Jonas Moreno, da Direção de Planejamento Operacional da Polícia Militar de Pernambuco, disse que a PM reforçou as rondas nas áreas citadas para garantir tranquilidade à população.
Segundo ele, a informação sobre recolhimento obrigatório é falsa. O coronel também destacou ações de combate ao crime organizado, como a Operação Iara, iniciada no fim de maio na comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife.
De acordo com a PM, a operação tem resultado em apreensões de drogas e armas.
O delegado Ivaldo Pereira, da Diretoria Integrada Especializada da Polícia Civil, afirmou que a corporação também não confirma qualquer toque de recolher e que investiga a origem das mensagens falsas.
Segundo o delegado, a Polícia Civil atua com equipes de inteligência para identificar os responsáveis pela criação e disseminação desse tipo de conteúdo. Ele ressaltou que publicações feitas pela internet deixam rastros e podem ser investigadas.
As autoridades orientam a população a não compartilhar mensagens sem confirmação oficial. Quem receber esse tipo de comunicado deve acionar a Polícia Militar pelo número 190 e buscar informações por canais oficiais.
A Polícia Civil alerta que repassar boatos pode causar medo, tumulto e favorecer a ação de pessoas mal-intencionadas.
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