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Política

Lula pede quebra total de sigilo das investigações do Caso Master

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Lula fala sobre o Caso Master

Presidente cobra transparência sobre todos os envolvidos e afirma que o país precisa de respostas diante da crise no Judiciário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao Caso Master. Segundo ele, todos os envolvidos devem ter suas condutas esclarecidas, independentemente de quem sejam.

A declaração ocorre em meio ao agravamento da crise institucional envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master. Nesse contexto, Lula afirmou que o momento exige mais transparência e respostas sobre os fatos que vieram a público nos últimos dias.

“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou o presidente.

Além disso, Lula cobrou “explicações e medidas imediatas” diante do que classificou como uma crise no Poder Judiciário. Ao mesmo tempo, criticou a divulgação seletiva de informações das investigações, que, segundo ele, pode produzir reflexos sobre a disputa eleitoral.

“Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”, declarou.

Caso Master amplia tensão no STF

Daniel Vorcaro no Caso Master

Daniel Vorcaro é um dos principais personagens das investigações relacionadas ao Caso Master – Foto: Reprodução

A manifestação de Lula ocorre depois da divulgação de documentos e mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O material veio a público após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de autos relacionados ao caso.

De acordo com os documentos divulgados, Alexandre de Moraes manteve conversas com Vorcaro. A partir disso, a exposição dessas informações passou a integrar uma sequência de decisões e questionamentos entre ministros do STF, ampliando a tensão dentro da Corte.

Moraes apontou a existência de “fortes indícios” de abuso de autoridade e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça na condução de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal. Diante disso, encaminhou o caso ao presidente do STF, Edson Fachin, no âmbito do inquérito das Fake News.

Por sua vez, Mendonça reagiu aos relatórios utilizados no procedimento. Na terça-feira (8), o ministro afirmou que documentos produzidos pela inteligência da Polícia Federal apresentavam elementos de “superlativa gravidade e ilicitude”.

Afastamentos na PF e nova decisão de Dino

Ministro Flávio Dino determinou o retorno de Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos cargos na Polícia Federal. – Foto: Reprodução

Com base nessa avaliação, Mendonça determinou o afastamento cautelar do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Segundo a decisão, ao menos seis relatórios de inteligência teriam sido encaminhados por Andrei a Alexandre de Moraes entre 3 e 31 de agosto de 2026.

Ainda conforme Mendonça, os documentos indicariam que ele próprio teria sido monitorado de forma irregular pela área de inteligência da Polícia Federal por mais de 30 dias. Por isso, as circunstâncias de elaboração, destinação e uso desses relatórios passaram a ser alvo de questionamentos.

Nesta quarta-feira (9), porém, o ministro Flávio Dino analisou recurso apresentado por Andrei Rodrigues e determinou a reintegração dele ao comando da Polícia Federal. Além disso, a decisão também reconduziu Leandro Almada à Diretoria de Inteligência.

Com isso, o episódio ganhou um novo desdobramento dentro do STF e aumentou a pressão por esclarecimentos sobre a origem e o uso dos documentos de inteligência. Nesse cenário, Lula passou a defender publicamente a retirada do sigilo das investigações do Caso Master.

Segundo o presidente, a medida permitiria ampliar a transparência sobre os diferentes episódios que envolvem integrantes do Judiciário e da Polícia Federal. Dessa forma, ele sustenta que o país poderá conhecer de maneira mais ampla as informações reunidas nas apurações e as eventuais responsabilidades de cada envolvido.

LEIA TAMBÉM: Mendonça cobra Fachin após Dino reconduzir Andrei à chefia da PF


Com informações do Metrópoles

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