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Na ONU, Trump chama cartéis de terroristas e defende ação militar
Presidente dos Estados Unidos afirmou na ONU que autorizou as Forças Armadas a combater grupos classificados como terroristas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comparou cartéis de drogas ao Estado Islâmico durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), em Nova York. Além disso, o republicano afirmou que autorizou as Forças Armadas norte-americanas a combater esses grupos.
Trump declarou que classificou cartéis como organizações terroristas estrangeiras depois de retornar à Casa Branca, em 2025. Segundo o presidente, os grupos representam uma ameaça à civilização e utilizam assassinatos, estupros, tortura e extorsão como instrumentos de terror.
“Os cartéis são o ISIS do Hemisfério Ocidental”, afirmou Trump. Em seguida, o presidente defendeu que os Estados Unidos usem seu poder militar sempre que considerarem necessário para proteger os interesses nacionais.
O discurso também abordou a atuação de grupos criminosos na América Latina. Nesse contexto, Trump citou ações militares realizadas pela Casa Branca na região e sustentou que os Estados Unidos não permitirão ameaças em nenhuma parte do Hemisfério Ocidental.
Trump direciona críticas ao México

Trump cobrou do governo de Claudia Sheinbaum maior controle sobre áreas dominadas por cartéis | Foto: Reprodução
Ao tratar do narcotráfico, Trump classificou o México como o centro da atuação dos cartéis. No entanto, também afirmou que mantém uma boa relação com o governo da presidente Claudia Sheinbaum.
O presidente norte-americano disse considerar inaceitável que os Estados Unidos compartilhem uma fronteira com uma região que, segundo ele, sofre influência desses grupos. Por isso, cobrou que o governo mexicano retome imediatamente o controle do território.
A declaração ocorreu depois do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral. Lula defendeu a cooperação internacional contra o crime organizado, mas também ressaltou a necessidade de preservar a soberania brasileira.
O presidente brasileiro afirmou que o país não pretende transferir a outras nações o controle das fronteiras ou permitir instalações militares estrangeiras em sua costa. Dessa forma, Lula defendeu o trabalho conjunto entre países sem abrir mão das decisões nacionais sobre segurança e território.
As falas dos dois presidentes ocorreram em meio ao endurecimento da política dos Estados Unidos contra organizações criminosas latino-americanas. Reportagens apontam que o governo norte-americano também classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Com informações da Metrópoles
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