Política
Dino aciona PF após relatos de ataques a imagens religiosas em sete estados
Ministro cita relatos em sete estados e pede que a PGR avalie a necessidade de abertura de processo
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) investigue relatos de ataques a imagens religiosas em sete estados. Além disso, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que avalie a necessidade de abertura de um processo para apurar os episódios.
Segundo Dino, notícias encaminhadas ao gabinete por diferentes meios indicam uma aparente onda de ataques nos últimos meses. O ministro relacionou os relatos à proteção da liberdade religiosa, mas a manifestação não apresenta uma conclusão sobre eventual ligação entre os casos.
Os episódios citados ocorreram na Bahia, no Paraná, no Rio Grande do Sul, em Alagoas, em Minas Gerais, em Mato Grosso e no Pará. Os relatos envolvem imagens católicas, uma loja de artigos religiosos e espaços de religiões de matriz africana.
Na Bahia, Dino mencionou a destruição de uma imagem em uma paróquia de Salvador e a denúncia de uma mãe de santo contra um pastor em Santo Amaro. Nesse segundo caso, a religiosa afirma que ele destruiu um assentamento de Exu em um terreiro.
Já no Sul, o ministro citou imagens de santos destruídas em uma loja de Londrina, no Paraná, e imagens sacras danificadas na Catedral de São Pedro, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Também incluiu um relato de vandalismo contra uma imagem de Nossa Senhora na Jatiúca, bairro de Maceió.
A relação reúne ainda um ataque a um terreiro de umbanda na Grande Belo Horizonte e a destruição de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com um machado em uma capela de Mato Grosso. No Pará, outro episódio envolve uma imagem da santa incendiada às margens da BR-163, em Novo Progresso.
Decisão ocorre em meio a disputa sobre publicações eleitorais

Flávio Dino teve decisão suspensa por Fux na disputa sobre posts envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida. | Foto: Reprodução
A determinação acontece enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa, nesta quarta-feira, a controvérsia sobre publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Os conteúdos associavam o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e setores da direita a uma suposta iniciativa para retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
Flávio negou a existência de qualquer proposta nesse sentido. Além disso, acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de envolvimento em episódios de desinformação.
No domingo (27), Dino suspendeu uma decisão de André Mendonça, no TSE, que determinava a retirada dessas publicações das redes sociais. Após um recurso, o ministro Luiz Fux suspendeu a determinação de Dino.
Ao justificar a nova medida, Dino afirmou que recebeu os relatos de ataques depois de sua decisão de domingo. Segundo ele, aquela manifestação buscava preservar a liberdade religiosa, especialmente dos participantes do culto a Nossa Senhora Aparecida.
Com informações do g1
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