Brasil
Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno; eleição presidencial será decidida em 25 de outubro
A eleição presidencial de 2026 será decidida em segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar a Presidência da República no dia 25 de outubro, em uma nova batalha eleitoral marcada pela polarização entre bolsonarismo e petismo.
A confirmação do segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (4), quando 96,78% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,39% dos votos, enquanto Lula tinha 44,74%.
Com a apuração avançando, a diferença entre os dois candidatos diminuiu. Às 22h10, segundo os dados do TSE, Flávio somava 47,07%, com mais de 56 milhões de votos, enquanto Lula chegava a 45,12%, ultrapassando a marca de 53,7 milhões de votos.
Agora, os dois candidatos terão mais três semanas de campanha para conquistar os eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.
Flávio começa na frente, mas vantagem diminui
Flávio Bolsonaro iniciou a apuração na liderança e chegou a superar 50% dos votos nas primeiras horas da contagem.
Por volta das 19h15, quando 64% das urnas haviam sido apuradas, o candidato do PL voltou a ficar abaixo dos 50%, mas ainda mantinha uma vantagem de aproximadamente 5 milhões de votos sobre Lula.
Com a continuidade da apuração, a diferença foi reduzida para cerca de 2,3 milhões de votos nos momentos finais da contagem.
Lula e Flávio deixaram para trás os demais candidatos que disputaram o primeiro turno, entre eles Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Flávio vota no Rio e diz estar preparado para governar
Flávio Bolsonaro votou no início da manhã deste domingo no Rio de Janeiro. Ele chegou pouco depois das 8h à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte da capital fluminense, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro.
Após votar, o candidato do PL afirmou estar preparado para assumir a Presidência e fez críticas ao governo e ao uso da máquina pública durante a campanha.
“É um dia muito importante, onde eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso que apostou tudo, que vale tudo. Que perdeu a linha de usar dinheiro público, a máquina pública, para tentar interferir nas eleições”, afirmou.
Depois da votação, Flávio retornou a Brasília, onde acompanhou a apuração ao lado de aliados no QG da campanha, no Lago Sul.
Lula vota em São Bernardo do Campo
Lula votou por volta das 9h10 na Escola Estadual João Firmino, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
O presidente estava acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Fernando Haddad e das candidatas ao Senado por São Paulo Simone Tebet e Marina Silva.
Após votar, Lula defendeu mudanças nos critérios para escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não é possível continuar com a promiscuidade em que o país está. Eu, sinceramente, vamos ter que pensar, chamar juristas, pessoas do mundo do Direito, para [definir] quem vai para a Suprema Corte”, declarou.
O presidente acompanhou a apuração em São Paulo ao lado de familiares e aliados.
Lula busca o quarto mandato; Flávio tenta suceder o pai
O segundo turno coloca frente a frente dois projetos políticos de campos ideológicos opostos.
A vitória de Flávio Bolsonaro representaria a continuidade do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Se eleito, ele assumiria o cargo aos 45 anos e ocuparia a mesma cadeira que foi de seu pai entre 2019 e 2022.
Já uma vitória de Lula garantiria ao petista um quarto mandato presidencial. Aos 81 anos, ele se tornaria o primeiro brasileiro a comandar o país quatro vezes pelo voto direto.
Disputa ganha nova dimensão no segundo turno
A campanha presidencial foi marcada por temas que ultrapassaram a tradicional disputa entre partidos. Questões envolvendo o Supremo Tribunal Federal, inteligência artificial, apostas esportivas on-line, programas sociais e o papel do Estado estiveram entre os principais assuntos debatidos durante a corrida eleitoral.
Na reta final do primeiro turno, Lula e Flávio concentraram esforços principalmente no Sudeste, região que reúne os maiores colégios eleitorais do país.
O Bolsa Família também voltou ao centro da disputa. Poucos dias antes do primeiro turno, o governo anunciou reajuste no benefício, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691.
Nas redes sociais, a campanha também foi marcada por uma série de conteúdos controversos e desinformação envolvendo os candidatos e grupos políticos. Flávio, por exemplo, negou qualquer proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Segundo turno começa agora
Com o resultado definido, Flávio Bolsonaro e Lula terão agora uma nova etapa de campanha, na qual cada voto será decisivo.
A disputa será encerrada em 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para escolher quem comandará o Brasil pelos próximos quatro anos.
A partir de agora, alianças, apoios de candidatos derrotados, debates, pesquisas eleitorais e a capacidade de cada campanha de conquistar o eleitorado que ficou fora da polarização devem determinar o rumo da corrida presidencial.
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