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Turista perde movimentos após ser atingido por onda em Maracaípe

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Turista perde movimentos após acidente em Maracaípe

Filipe de Freitas, de 41 anos, sofreu traumatismo raquimedular cervical, passou por cirurgia no Recife e iniciou fisioterapia intensiva

Um turista de 41 anos, morador de Águas Claras, no Distrito Federal, perdeu os movimentos do corpo após ser atingido por uma onda na Praia de Maracaípe, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. O acidente aconteceu no dia 10 de agosto, durante um banho de mar, e provocou uma lesão grave na região cervical.

Filipe de Freitas estava no mar com familiares quando sofreu o impacto da onda e não voltou à superfície para respirar. Nesse momento, a irmã dele, Paula Torres, percebeu que havia algo errado, enquanto o filho adolescente dela conseguiu puxar o tio pelas axilas.

Segundo Paula, Filipe não respondia quando foi retirado da água, o que levou a família a pedir ajuda imediatamente. Em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou a imobilização e levou o turista para o Hospital da Restauração, no Recife.

Turista passou por cirurgia após lesão cervical

Filipe de Freitas sofreu uma lesão cervical após ser atingido por uma onda em Maracaípe.

Filipe de Freitas sofreu uma lesão cervical após ser atingido por uma onda em Maracaípe – Foto: Reprodução/Diário de Pernambuco

No hospital, os exames identificaram um traumatismo raquimedular cervical, com comprometimento dos movimentos dos braços e das pernas. Diante do quadro, Filipe passou por uma cirurgia de artrodese cervical nas vértebras C4 e C5 na sexta-feira (14).

Ele recebeu alta nesta segunda-feira (17), porém ainda precisa permanecer em Pernambuco para acompanhamento médico. Além disso, os profissionais iniciaram uma rotina de fisioterapia intensiva para estimular a recuperação dos movimentos.

De acordo com Paula, o irmão consegue movimentar o braço esquerdo, embora ainda apresente limitações nos movimentos finos. Já o lado direito sofreu maior comprometimento, enquanto as pernas permanecem sem movimento.

Ele não anda e ainda não consegue mexer as pernas. O braço esquerdo ele consegue levantar e abaixar, mas não tem os movimentos finos. O lado direito foi o mais prejudicado”, explicou a irmã.

Paula também relatou que Filipe consegue movimentar o braço direito, mas ainda não possui controle adequado. Por outro lado, a perna direita permanece sem movimento, e os médicos acompanham a evolução do quadro.

Família mantém esperança durante tratamento

Apesar da gravidade da lesão, a família mantém a expectativa de recuperação. No entanto, médicos e fisioterapeutas ainda não conseguem determinar quais movimentos Filipe poderá recuperar ao longo do tratamento.

Segundo a irmã, os profissionais consideram o prognóstico positivo, mas destacam que a evolução dependerá da resposta do organismo à fisioterapia. Por isso, a orientação inicial prevê pelo menos 45 dias de tratamento intensivo.

Filipe também deverá utilizar um colar cervical durante seis semanas. Além disso, uma nova avaliação médica ocorrerá nos próximos dias para definir as próximas etapas do tratamento.

A família não poderá retornar imediatamente para Brasília porque Filipe ainda não recebeu autorização para viajar de avião. Dessa forma, ele deverá permanecer no Recife por pelo menos mais dez dias até passar por uma nova avaliação.

Viagem ocorreu após morte do avô

A viagem para Pernambuco também tinha um significado especial para a família. Cerca de 20 dias antes, o avô de Filipe havia morrido, e os parentes decidiram viajar com a avó para tentar amenizar o período de luto.

Segundo Paula, Filipe tinha uma relação próxima com o avô e participou diretamente dos momentos após a morte dele. Assim, a família buscava um período de descanso e convivência quando o acidente aconteceu.

A gente ainda está tentando superar uma perda e agora está vivendo tudo isso”, relatou Paula. Apesar do impacto emocional, ela afirma que o irmão permanece confiante na possibilidade de recuperação.

Filipe levava uma vida ativa antes do acidente e agora precisa se adaptar às limitações provocadas pela lesão. Nesse contexto, a família concentra os esforços no tratamento, na fisioterapia e no acompanhamento médico durante o período em que permanecerá no Recife.


Com informações do Diário de Pernambuco

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