“GOLDEN BOYS” DO INSS: PF MIRA JOVENS MILIONÁRIOS SUSPEITOS DE DESVIAR DINHEIRO DE APOSENTADOS

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto e colocou na mira um grupo de empresários conhecidos nos bastidores como os “Golden Boys do INSS”. Eles são suspeitos de comandar um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões de idosos em todo o Brasil. 

Segundo as investigações, os suspeitos ostentavam carros de luxo, mansões em Alphaville e empresas milionárias enquanto entidades ligadas ao grupo faturavam centenas de milhões de reais com cobranças supostamente ilegais feitas diretamente nos benefícios previdenciários. 


PF CUMPRE MANDADOS EM PERNAMBUCO E OUTROS ESTADOS

A nova ofensiva da Polícia Federal acontece em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos:

  • 31 mandados de busca e apreensão;
  • 8 medidas cautelares com monitoramento eletrônico;
  • bloqueios patrimoniais e outras medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. 

As investigações apuram crimes como:

  • organização criminosa;
  • estelionato previdenciário;
  • lavagem de dinheiro;
  • ocultação patrimonial;
  • fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. 

QUEM SÃO OS “GOLDEN BOYS”

Entre os principais alvos da operação estão:

  • Igor Dias Delecrode, de 28 anos;
  • Felipe Macedo Gomes, de 35;
  • Anderson Cordeiro, de 38;
  • Américo Monte, de 45 anos. 

Segundo a PF, eles controlavam entidades como:

  • Amar Brasil Clube de Benefícios;
  • Master Prev;
  • ANDAPP;
  • AASAP. 

Juntas, essas associações teriam arrecadado cerca de R$ 700 milhões com descontos realizados nos pagamentos de aposentados. 


LUXO, FERRARI E VIDA DE MILIONÁRIO

As investigações apontam que o grupo mantinha uma rotina de ostentação incompatível com a atividade declarada das entidades.

Segundo os investigadores, os suspeitos possuem:

  • carros de luxo;
  • imóveis de alto padrão;
  • fintech;
  • construtora;
  • empresa de crédito consignado. 

Em operação anterior, realizada em outubro do ano passado, a PF apreendeu:

  • veículos de luxo;
  • cofres;
  • armas;
  • munições;
  • dinheiro vivo. 

PF APONTA FRAUDE EM BIOMETRIA E ASSINATURAS

Documentos internos e relatórios do Coaf revelaram que o grupo teria criado até um sistema próprio de biometria para validar assinaturas de aposentados sem autorização legítima. 

As investigações indicam que parte do dinheiro arrecadado pelas entidades era desviada para empresas ligadas aos próprios integrantes do esquema. 

A PF também identificou o uso de parentes em cargos estratégicos dentro das associações investigadas.

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