Mundo
Brasileira desaparecida em acidente é encontrada morta em Veneza
Gabriela Querino estava com o marido, que também morreu após acidente com táxi aquático
Equipes de resgate encontraram nesta terça-feira (15) o corpo da brasileira Gabriela Querino, de 26 anos, nas águas da Lagoa de Veneza, na Itália. Ela estava desaparecida desde a madrugada de sábado (12), quando um táxi aquático atingiu a embarcação em que Gabriela viajava com o marido, Sean Michieli, de 25 anos.
Segundo a imprensa italiana, uma pessoa que passava pela região da ilha de Campalto avistou o corpo pela manhã e acionou as autoridades. Logo depois, o prefeito de Veneza, Simone Venturini, confirmou a localização e lamentou o desfecho do caso, que mobilizou equipes de busca durante quatro dias.
Gabriela e Sean haviam saído para pescar em uma pequena embarcação quando ocorreu a colisão no canal de Tessera. Após o impacto, equipes de emergência conseguiram retirar Sean da água ainda com vida, mas ele sofreu traumatismo craniano e outros ferimentos graves e morreu no domingo (13).
Enquanto isso, as autoridades mantiveram as buscas por Gabriela com mergulhadores, embarcações e apoio aéreo. Além disso, as equipes localizaram entre os destroços documentos e pertences pessoais da brasileira, o que confirmou que ela estava a bordo no momento da colisão.
Natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Gabriela vivia na Itália havia cerca de dois anos. Com a localização do corpo, familiares da brasileira seguem para o país europeu, onde acompanham os procedimentos adotados pelas autoridades italianas.
Investigação apura conduta de motorista

Gabriela Querino e o marido, Sean Michieli, em Veneza, onde viviam antes do acidente de barco. – Foto: Reprodução
A polícia italiana investiga o motorista do táxi aquático por homicídio náutico e já ouviu formalmente o condutor, segundo a agência ANSA e o jornal Corriere della Sera. Agora, os investigadores tentam reconstruir a dinâmica do acidente e descobrir se alguma irregularidade contribuiu para a colisão.
As primeiras informações da apuração indicam que o táxi aquático pode ter trafegado acima do limite de velocidade permitido no canal de Tessera. No entanto, os investigadores ainda analisam as circunstâncias do acidente e não concluíram se o motorista teve responsabilidade criminal.
Pela legislação italiana, a Justiça trata o homicídio náutico de forma semelhante ao homicídio provocado por acidentes de trânsito. Caso haja condenação, a pena pode variar de dois a sete anos de prisão, conforme as circunstâncias reconhecidas no processo.
Gabriela e Sean haviam se casado em junho deste ano, em Veneza, e moravam na ilha de Burano. O italiano vinha de uma família ligada à pesca local e trabalhava no setor, enquanto Gabriela também pretendia atuar na atividade ao lado do marido.
Por isso, a brasileira providenciava a documentação necessária para obter habilitação náutica e participar da rotina profissional da família. Segundo familiares, navegar e sair para pescar pela região já fazia parte do cotidiano do casal antes do acidente.
Com informações da VEJA
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