Mundo
Espanha envia militares a Ceuta após entrada de milhares de migrantes
Governo reforçou a segurança no território espanhol situado no norte da África depois da chegada de pessoas vindas do Marrocos por terra e pelo mar
O governo da Espanha enviou militares e agentes de segurança para reforçar o controle da fronteira em Ceuta. A medida ocorreu após a entrada de milhares de migrantes vindos do Marrocos na cidade autônoma espanhola localizada no norte da África.
A televisão pública espanhola estimou que entre 2 mil e 3 mil pessoas conseguiram chegar ao território. No entanto, as autoridades ainda não haviam confirmado oficialmente o número total de migrantes envolvidos na travessia.
Imagens divulgadas nas redes sociais e por agências de notícias mostram grupos tentando alcançar Ceuta pelo mar e por pontos da fronteira terrestre. Algumas pessoas nadaram ao redor das barreiras costeiras, enquanto outras utilizaram boias ou atravessaram acessos fronteiriços.

Migrante tenta chegar a Ceuta pelo mar — Foto: Reprodução
Militares reforçam segurança na fronteira
O governo espanhol mobilizou 60 militares para apoiar a Guarda Civil no controle da situação. Além disso, cerca de 200 policiais foram enviados para reforçar o trabalho das autoridades locais diante do aumento repentino das travessias.
As forças marroquinas também tentaram impedir novas entradas na região de fronteira. Segundo informações divulgadas pelas agências internacionais, agentes usaram equipamentos de controle para afastar grupos que se aproximavam do território espanhol.
Ceuta fica no continente africano, mas integra o território da Espanha. Por isso, a cidade representa uma das principais entradas terrestres entre a África e a União Europeia.
Governo regional pede emergência
O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu que o governo espanhol reconheça uma situação de emergência nacional. A administração regional afirma que os serviços públicos e os centros de acolhimento enfrentam forte pressão diante da chegada de um grande número de pessoas em pouco tempo.
O governo central, contudo, informou que a legislação espanhola não prevê o modelo de comando único solicitado pelas autoridades locais. Mesmo assim, Madri ampliou a presença das forças de segurança e anunciou o envio de representantes do governo à cidade.
Espanha e Marrocos mantêm contato para conter novas travessias e administrar a crise. As autoridades ainda investigam o que provocou o movimento repentino em direção a Ceuta.
Com informações do Poder360
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