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Advogada divulga áudio com Emerson Freitas e relata “um dos momentos mais aterrorizantes” da vida

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Gravação traz referências a dinheiro em espécie, intermediação e violência; material integra denúncia de extorsão apresentada por Isabella Pequeno

A advogada Isabella Pequeno divulgou trechos de uma ligação telefônica atribuída ao deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) e afirmou que o material registra “um dos momentos mais aterrorizantes” que viveu. A gravação está relacionada à denúncia de extorsão apresentada por ela contra o influenciador.

Nos áudios publicados nesta quarta-feira (4), Emerson faz referências ao recebimento de valores em espécie, fala sobre a intermediação de uma situação e menciona violência e morte. Segundo Isabella, o conteúdo faz parte do conjunto de provas entregue às autoridades no inquérito e na ação penal em andamento.

A divulgação ocorre um dia depois de o Tribunal de Justiça de Pernambuco substituir a prisão preventiva de Emerson por medidas cautelares, entre elas tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e proibição de contato com vítimas e testemunhas.

Áudio menciona dinheiro em espécie

Em um dos trechos divulgados, Emerson afirma que pessoas chamadas por ele de “meninos” não receberiam dinheiro por Pix e que o pagamento ocorreria em espécie.

Na mesma conversa, ele diz que não estaria participando diretamente de determinado “trabalho” e afirma estar apenas intermediando uma situação.

Isabella apresenta esses trechos como parte do contexto da denúncia de extorsão. A gravação, isoladamente, não permite concluir qual era a origem dos valores mencionados nem comprova, por si só, a prática do crime.

Falas sobre violência também aparecem na ligação

Em outro momento, Emerson afirma que não teria se oferecido para matar ninguém, mas faz uma declaração envolvendo a possibilidade de matar e morrer.

A advogada relaciona essas falas ao clima de intimidação que afirma ter vivido naquele período.

Segundo Isabella, os registros não são apenas gravações soltas, mas documentos que integram a narrativa apresentada formalmente às autoridades.

Isabella afirma ter sido vítima de extorsão

A advogada tornou pública sua identidade nesta semana e afirmou que procurou a Polícia Civil ainda em 2023.

Segundo o relato, Emerson teria se apresentado como policial militar e dito ter descoberto um suposto plano para assassiná-la. Isabella afirma que, na época, enfrentava uma situação de violência doméstica e estava vulnerável.

Ela sustenta que a história da suposta encomenda de sua morte, que envolveria pagamento de R$ 90 mil, teria sido utilizada para pressioná-la e obter vantagem financeira. Essa é a versão da denunciante e permanece sob análise judicial.

Motivação e dinâmica ainda são discutidas na Justiça

Isabella afirma que Emerson teria utilizado informações pessoais e patrimoniais de familiares durante os episódios e classifica a situação como uma forma de intimidação.

A advogada também sustenta que a suposta ameaça contra sua vida não existia e teria sido criada como instrumento de pressão.

Essas acusações fazem parte do processo, que tramita sob sigilo. A Justiça ainda deverá analisar o conjunto das provas, os depoimentos e a versão da defesa.

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Emerson contesta acusações

Emerson Freitas nega irregularidades.

A defesa, comandada pelo advogado Weryd Simões, já afirmou que o deputado eleito é inocente, questionou procedimentos da investigação e criticou o que chamou de “vazamento seletivo” de informações.

O TJPE também garantiu à defesa acesso aos elementos já documentados no processo.

Prisão foi substituída por medidas cautelares

Emerson teve a prisão preventiva decretada no fim de outubro.

Nesta semana, o desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira deferiu parcialmente um habeas corpus e permitiu que a prisão fosse substituída por cautelares após a apresentação voluntária do investigado.

Entre as medidas impostas estão tornozeleira eletrônica por 30 dias, comparecimento mensal à Justiça e proibição de contato com vítimas e testemunhas.

A decisão não representa absolvição nem encerramento do processo.

Caso segue em investigação

O processo envolvendo Emerson Freitas continua tramitando na Justiça pernambucana.

A divulgação dos novos áudios acrescenta elementos ao debate público sobre o caso, mas caberá ao Judiciário determinar o valor probatório das gravações e se as acusações apresentadas contra o deputado eleito serão comprovadas.

Até lá, as alegações de extorsão permanecem sob análise judicial, e a defesa mantém a negativa de participação criminosa.

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