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Economia

EUA IMPÕEM NOVA SOBRETAXA DE 12,5% A PRODUTOS BRASILEIROS

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Medida entra em vigor nesta sexta-feira e foi justificada por supostas falhas do Brasil no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado

Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos importados do Brasil. A decisão foi confirmada nesta quinta-feira, 23 de julho, pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, e entra em vigor nesta sexta-feira, dia 24.

A medida faz parte de uma ofensiva comercial que alcança 60 economias. Além do Brasil, outros 59 parceiros comerciais dos Estados Unidos foram submetidos a tarifas que variam entre 10% e 12,5%.

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, a investigação concluiu que o Brasil não teria adotado medidas consideradas suficientes para impedir e fiscalizar a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A apuração foi aberta em março de 2026 e conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, mecanismo que permite ao governo norte-americano aplicar sanções contra práticas estrangeiras consideradas injustas ou prejudiciais ao comércio do país.

TARIFA PODE SE SOMAR A OUTRAS COBRANÇAS

A sobretaxa de 12,5% é adicional e poderá ser acumulada com tarifas que já incidam sobre determinados produtos brasileiros. Alguns setores, porém, podem ser alcançados por exceções previstas pelo governo dos Estados Unidos, especialmente mercadorias submetidas a regimes tarifários específicos.

A nova política norte-americana também prevê uma tarifa de 10% para países que, na avaliação do USTR, apresentaram avanços na criação e aplicação de regras contra produtos ligados ao trabalho forçado. As economias consideradas menos eficientes nessa fiscalização receberam a alíquota maior, de 12,5%.

BRASIL CONTESTA JUSTIFICATIVA

O governo brasileiro rejeitou a acusação e classificou a decisão dos Estados Unidos como arbitrária e sem justificativa adequada. Brasília afirma que possui legislação e mecanismos de combate ao trabalho escravo e considera que o argumento trabalhista está sendo utilizado para sustentar uma política protecionista.

O Brasil também avalia recorrer à Organização Mundial do Comércio e adotar medidas com base na Lei da Reciprocidade Econômica, que permite respostas contra países que imponham barreiras consideradas prejudiciais às exportações brasileiras.

PRESSÃO SOBRE AS EXPORTAÇÕES

A nova cobrança aumenta a pressão sobre empresas brasileiras que vendem produtos ao mercado norte-americano. Com a tarifa, as mercadorias nacionais podem chegar mais caras aos Estados Unidos, perdendo competitividade diante de fornecedores de outros países.

O impacto efetivo dependerá dos produtos incluídos, das eventuais exceções e da possibilidade de negociação entre os dois governos. A medida também pode elevar a tensão comercial entre Brasília e Washington e provocar novas reações diplomáticas e econômicas nos próximos dias.

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Com informações do Poder360

 

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