Conecte-se Conosco
 

Política

Crise no STF: Cármen Lúcia alerta sobre perda de confiança

Publicado

em

Cármen Lúcia durante sessão no STF

Ministra afirma que a democracia depende da confiança pública e cobra busca permanente pelo acerto

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (16) que lamenta o atual momento de descrença nas instituições democráticas. A declaração ocorreu durante participação por videoconferência em um evento sobre controle interno, um dia depois de a magistrada pedir desculpas à população durante uma sessão marcada por tensão na Corte.

Segundo Cármen Lúcia, a democracia depende da confiança que os cidadãos depositam nas instituições públicas. Por isso, ela associou a perda dessa confiança ao desânimo com a administração pública e defendeu maior responsabilidade de servidores e agentes do Estado.

A democracia vive da confiança que o cidadão tem, que a cidadã tem nas suas instituições”, afirmou. Em seguida, a ministra disse lamentar o momento de descrença vivido pelo país.

Durante a fala, Cármen Lúcia também destacou que erros fazem parte da atuação humana. No entanto, segundo ela, a busca pelo acerto representa uma obrigação de todos os servidores públicos, incluindo integrantes do Judiciário.

A ministra acrescentou que oferecer um serviço público adequado não constitui favor nem prerrogativa. Para ela, trata-se de um dever que precisa ser cumprido para preservar a confiança da sociedade nas instituições.

Declaração ocorre após sessão tensa no STF

Cármen Lúcia durante sessão marcada por crise no STF

Cármen Lúcia afirmou estar em “profunda consternação e tristeza” e pediu desculpas ao povo brasileiro durante a sessão do STF. | Foto: Reprodução

A manifestação desta quarta-feira ocorre depois de uma sessão extraordinária realizada na terça-feira (15), quando Cármen Lúcia afirmou estar em estado de “profunda consternação e tristeza” diante da crise instalada no Supremo. Na ocasião, ela pediu desculpas ao povo brasileiro e disse que gostaria de ter contribuído mais para acalmar a situação.

A ministra também declarou que a Corte provocou um “mal-estar cívico” e reconheceu que o Judiciário não conseguiu transmitir a serenidade que, em sua avaliação, deveria oferecer à população. Durante a sessão, ela ainda negou ter sofrido pressões para votar em determinado sentido.

O julgamento ocorreu em meio às discussões relacionadas a Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e às investigações do caso Banco Master. A sessão terminou sem uma definição sobre o mérito depois que o ministro Flávio Dino pediu vista.

Antes da interrupção, o placar estava em 4 a 3 pela manutenção separada das análises relacionadas às condutas de Moraes e André Mendonça. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam a análise conjunta.

Caso Master ampliou tensão na Corte

A crise se intensificou após a divulgação de informações produzidas pela Polícia Federal nas investigações relacionadas ao Banco Master. Entre os documentos tornados públicos, um relatório apontou a existência de 52 mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, trocadas entre dezembro de 2023 e novembro de 2025.

As informações provocaram divergências dentro do Supremo sobre a condução das apurações e o acesso ao material reunido pela Polícia Federal. Nesse contexto, a manifestação de Cármen Lúcia nesta quarta-feira reforça a preocupação já expressada pela ministra com a confiança da população nas instituições.


Com informações do g1

Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados

TENDÊNCIA

Copyright © 2026 | CARDINOT