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Operação da PF coloca aliado de Flávio Bolsonaro no centro de investigação e gera pressão sobre pré-campanha
Márcio Canella, pré-candidato ao Senado pelo União Brasil e aliado político de Flávio Bolsonaro, é um dos alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A deflagração da 6ª fase da Operação Unha e Carne, pela Polícia Federal, colocou o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella no centro de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro e trouxe repercussões para o cenário político do Rio de Janeiro.
Canella, que é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, é aliado político de Flávio Bolsonaro e havia firmado, neste ano, uma aliança para disputar as eleições. A composição previa Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, como suplente da chapa ao Senado.
Segundo a Polícia Federal, a organização investigada é suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. De acordo com relatório de inteligência financeira do Coaf, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Nesta etapa da operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens e suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Além de Márcio Canella, também é alvo da operação o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das investigações. Até o momento, não há condenação judicial sobre o caso.
A investigação repercute no ambiente político porque Canella é um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro no estado e era apontado como um dos nomes estratégicos para a composição da chapa do grupo nas eleições deste ano. A operação amplia a pressão política sobre essa articulação, embora seus efeitos eleitorais dependam do andamento das investigações e de eventuais decisões judiciais futuras.
Até a publicação desta reportagem, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a operação. Também não havia posicionamento público da defesa de Márcio Canella sobre as medidas cumpridas nesta fase da investigação.
A Operação Unha e Carne integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para investigar organizações criminosas com atuação no estado do Rio de Janeiro.
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