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PGR apoiou buscas contra ACM Neto em investigação da Operação Overclean

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Paulo Gonet durante sessão no STF

Paulo Gonet foi favorável ao pedido da PF, mas Nunes Marques negou a diligência contra o candidato ao governo da Bahia

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao pedido da Polícia Federal para realizar busca e apreensão contra ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, no âmbito da Operação Overclean. Apesar do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a medida.

Com isso, ACM Neto não entrou na lista de alvos da décima fase da operação, deflagrada nesta quinta-feira (17). Ainda assim, a Polícia Federal o investiga formalmente em uma das frentes da Overclean.

Segundo a investigação, a PF apura a suspeita de que ACM Neto tenha participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários interessados em licitações públicas. Além disso, os investigadores buscam esclarecer se, posteriormente, teria ocorrido pagamento de vantagens indevidas.

As suspeitas permanecem em fase de apuração e não representam conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do político.

Paulo Gonet apoiou diligência pedida pela PF

A Polícia Federal pediu ao STF autorização para cumprir mandado de busca e apreensão contra ACM Neto. Paulo Gonet, na condição de procurador-geral da República, concordou com a medida solicitada pelos investigadores.

Segundo a apuração divulgada, a PGR avaliou que as diligências poderiam contribuir para aprofundar a investigação, identificar outros possíveis envolvidos e delimitar as condutas analisadas.

Nunes Marques, entretanto, adotou posição diferente. O ministro, relator da Overclean no Supremo, entendeu que não havia fundamento suficiente para autorizar a busca contra ACM Neto e, por isso, rejeitou o pedido.

Dessa forma, o candidato não foi alvo dos 24 mandados cumpridos nesta quinta-feira. A decisão do ministro, porém, não encerra a investigação da PF sobre ACM Neto.

Investigação envolve indicação de ex-secretário

ACM Neto na Operação Overclean

ACM Neto é investigado pela PF na Operação Overclean; PGR apoiou pedido de busca, mas Nunes Marques negou a diligência. | Foto: Reprodução

Uma das linhas da apuração envolve Bruno Barral. Ele comandou a Secretaria de Educação de Salvador durante a gestão de ACM Neto e, posteriormente, assumiu a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

A PF investiga se ACM Neto participou da indicação de Barral para o cargo na capital mineira. Além disso, os investigadores apuram se a nomeação teria relação com a atuação de empresários interessados em contratos públicos.

Barral voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira. Entre os outros alvos estão o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente.

Ao todo, a décima fase da Operação Overclean cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.

Contratos passam de R$ 80 milhões

A nova etapa da Overclean concentra-se em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Pelo menos três procedimentos resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões.

Segundo a Polícia Federal, os investigadores apuram possíveis irregularidades no fornecimento de serviços e materiais didáticos. Além desses três contratos, a corporação também analisa outros processos de contratação.

A PF investiga indícios de direcionamento dos procedimentos para beneficiar determinados fornecedores. Nesse contexto, os fatos apurados podem envolver crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.


Com informações da Metrópoles

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