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Política

PF pede terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência

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Defesa nega irregularidades, critica as novas apurações e afirma que o filho do presidente poderá vir ao Brasil para depor

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corporação quer investigar uma possível prática de tráfico de influência.

Até agora, o STF não informou qual ministro assumirá a relatoria do pedido. Em outros dois procedimentos sobre o mesmo tipo de crime, o sorteio definiu o ministro André Mendonça como relator. Depois disso, Mendonça autorizou a abertura das investigações.

Defesa diz que Lulinha está à disposição da Justiça

PF pede abertura de terceiro inquérito contra Lulinha no STF

A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele está à disposição da Justiça brasileira. Atualmente, o filho do presidente mora em Madri, na Espanha, mas poderá retornar ao Brasil para prestar depoimento caso as autoridades o convoquem.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, amigo e defensor de Lulinha, confirmou a informação. Segundo ele, seu cliente poderá comparecer às autoridades brasileiras e apresentar os esclarecimentos necessários.

O advogado também criticou a existência de três investigações relacionadas ao mesmo crime. Para a defesa, as apurações podem fazer parte de uma tentativa de atingir politicamente o presidente Lula, que disputa a reeleição em 2026.

Marco Aurélio informou ainda que se reuniria com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para discutir os três procedimentos. Além disso, criticou a divulgação de informações sigilosas e comparou os vazamentos ao período da Operação Lava Jato.

PF ainda não divulgou o objeto do terceiro inquérito

A Polícia Federal ainda não revelou o objeto específico da terceira investigação. Nos outros dois inquéritos, os investigadores analisam possíveis relações de Lulinha com pessoas interessadas em conseguir contratos no Ministério da Saúde e na Dataprev.

A Dataprev administra sistemas e bases de dados usados pelo Instituto Nacional do Seguro Social. Entre os nomes citados nas apurações está o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

A Polícia Federal investiga Antunes por suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. No entanto, os investigadores separaram as novas apurações sobre Lulinha do caso principal relacionado às fraudes no INSS.

Viagem à Europa entrou no foco da investigação

A Polícia Federal levantou informações de que Antônio Camilo Antunes teria bancado uma viagem de Lulinha à Europa no fim de 2024. Naquele período, a corporação ainda não investigava o empresário por suspeitas de desvios contra aposentados e pensionistas.

Na época, Antunes comandava uma empresa que fornecia medicamentos à base de cannabis e buscava contratos com o poder público. Os investigadores identificaram uma relação entre ele e Lulinha, mas não encontraram conexão direta com as fraudes no INSS.

Por esse motivo, a Polícia Federal pediu a abertura de procedimentos separados. Agora, os investigadores analisam uma possível atuação de Lulinha em favor de pessoas interessadas em contratos com órgãos públicos.

Advogado acusa PF de fazer investigação genérica

Marco Aurélio de Carvalho classificou os pedidos da Polícia Federal como “pirotecnia” e afirmou que os investigadores estariam realizando uma “pesca probatória”. A expressão define investigações amplas, abertas sem um fato específico claramente delimitado.

Segundo o advogado, a Polícia Federal estaria adotando uma estratégia de tentativa e erro. Ele afirmou que a defesa não pretende colocar Lulinha acima da lei, mas também não aceitará que o filho do presidente receba tratamento desigual.

A defesa de Antônio Camilo Antunes informou que não comentaria o caso. Os advogados alegaram que ainda não tiveram acesso aos documentos das novas investigações e que souberam da existência dos procedimentos por meio da imprensa.


Com informações do O Globo

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