Putin faz alerta duro a Trump sobre Irã e cita “consequências globais” de novos ataques

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um alerta direto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os riscos de uma nova ação militar contra o Irã — e apontou possíveis impactos em escala internacional.
Segundo o Kremlin, o aviso foi dado durante um telefonema entre os dois líderes, realizado nesta semana.
Alerta envolve impacto mundial
De acordo com o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, Putin destacou que eventuais ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel teriam “consequências inevitáveis e extremamente prejudiciais”.
O alerta não se limitaria ao Irã e seus vizinhos, mas poderia atingir toda a comunidade internacional, ampliando tensões no Oriente Médio e no cenário global.
A Rússia é considerada uma aliada estratégica do Irã e tem defendido soluções diplomáticas para o conflito.
Ligação tratou de guerra e programa nuclear

A conversa entre Putin e Trump durou cerca de uma hora e meia e foi descrita como “profissional e construtiva”.
Durante o diálogo, Putin se ofereceu para colaborar na questão do urânio enriquecido iraniano — um dos principais entraves para um acordo de paz. Trump, no entanto, afirmou que recusou a proposta.
“Antes de me ajudar, quero que você acabe com a sua guerra”, disse o presidente americano, em referência ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
Ucrânia também dominou a conversa
Grande parte da ligação foi dedicada à guerra na Ucrânia. Trump afirmou acreditar que um acordo pode estar próximo e sugeriu um cessar-fogo.
Putin, por sua vez, propôs uma trégua temporária para o dia 9 de maio, quando a Rússia celebra o Dia da Vitória — data que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
Tensão internacional segue em alta
O diálogo entre os dois líderes ocorre em meio a um cenário de instabilidade crescente, com múltiplos focos de tensão simultâneos: o conflito na Ucrânia e a escalada envolvendo o Irã.
Nos bastidores, a avaliação é de que qualquer nova ação militar pode desencadear efeitos em cadeia, ampliando a pressão sobre o equilíbrio geopolítico global.