Política
Ataques, pressão e saída do PL Mulher: por que a paz entre Michelle e Flávio parece distante
Aliados da ex-primeira-dama afirmam que o silêncio de Flávio Bolsonaro diante dos ataques de apoiadores no exterior dificultou a pacificação. Saída de Michelle do PL Mulher ampliou o desgaste interno na legenda.
A crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro ganhou um novo capítulo com a saída da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher. Nos bastidores, aliados afirmam que a decisão aprofundou o racha no partido e tornou mais difícil uma reconciliação entre os dois grupos.
Segundo interlocutores de Michelle, um dos principais motivos para o impasse é o fato de Flávio não ter condenado publicamente os ataques feitos por aliados do bolsonarismo radicados no exterior contra a ex-primeira-dama e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
Silêncio de Flávio aumenta desgaste
Pessoas próximas a Michelle avaliam que uma manifestação pública do senador poderia ter ajudado a conter a crise.
“Flávio poderia ter deixado claro que esse não é o pensamento da campanha, mas não fez isso”, afirmou um aliado da ex-primeira-dama.
A reclamação também é compartilhada por Damares Alves, que passou a ser alvo de críticas nas redes sociais e tem atuado, junto com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para tentar reduzir a tensão dentro da legenda.
Apesar de Flávio ter publicado mensagens defendendo união e pedindo que “pequenas diferenças” fossem deixadas de lado, ele não criticou diretamente os ataques direcionados à madrasta.
Ataques continuam mesmo após tentativa de trégua
A avaliação de aliados de Michelle é que os ataques continuaram mesmo após os gestos públicos de aproximação.
Entre os principais críticos estão o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Paulo Figueiredo, Allan dos Santos, Kim Paim e Oswaldo Eustáquio, todos apontados como integrantes do grupo que atua no exterior.
Michelle afirmou, em vídeo divulgado na última semana, que esse grupo tenta desgastá-la politicamente e até retirar o sobrenome Bolsonaro de seu nome para afastá-la do projeto político da família.
Saída do PL Mulher amplia crise
Na terça-feira (30), Michelle oficializou sua saída da presidência do PL Mulher após reunião com Valdemar Costa Neto.
Em nota, afirmou que deixará o cargo para se dedicar integralmente aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e da filha.
Nos bastidores, porém, a decisão é vista como consequência direta da crise com Flávio e do ambiente de desgaste dentro do partido.
A saída também alimentou rumores de que Michelle poderá desistir da pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada.
Ala do PL comemora saída
Enquanto aliados lamentam o afastamento da ex-primeira-dama, parte da cúpula do PL recebeu a decisão de forma positiva.
Deputados reclamavam da atuação de Michelle no comando do PL Mulher, alegando que ela privilegiava candidatos de sua confiança durante as campanhas eleitorais, deixando outros parlamentares sem apoio político.
Após o vídeo em que criticou Flávio Bolsonaro, integrantes da legenda passaram a defender abertamente seu afastamento.
“Se ela vai trabalhar para desagregar, é melhor que fique distante”, afirmou um integrante da direção nacional do partido, sob reserva.
Preocupação com impacto eleitoral
Integrantes do PL avaliam que a disputa familiar pode causar mais desgaste à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro do que outras crises recentes envolvendo o senador.
Nos bastidores, dirigentes afirmam que a exposição do conflito interno reforça debates sobre machismo, misoginia e divisão dentro da família Bolsonaro, fatores que podem dificultar a aproximação com o eleitorado feminino e evangélico.
Embora Valdemar Costa Neto continue tentando promover uma reaproximação entre Michelle e Flávio, aliados reconhecem que, diante da continuidade dos ataques nas redes sociais, uma pacificação rápida parece cada vez mais improvável.
-
Notícias3 dias atrásQuem são os 25 deputados federais eleitos por Pernambuco; veja a lista completa
-
Notícias3 semanas atrásLula anuncia reajuste do Bolsa Família para R$ 691 a 17 dias da eleição
-
Notícias4 semanas atrásQuaest para o Senado em Pernambuco: Marília lidera com 17%, Humberto tem 14% e Mendonça chega a 11%
-
Notícias3 semanas atrásDino pede vista e STF suspende julgamento com 4 a 3 sobre casos Moraes e Mendonça
-
Notícias3 semanas atrásVeritá aponta Raquel Lyra com 52,7% dos votos válidos e João Campos com 43,4% em Pernambuco
-
Política4 semanas atrásMoraes pede a Fachin quebra total do sigilo do caso Master
-
Notícias1 semana atrásFlávio Bolsonaro lidera cenários de 1º e 2º turno contra Lula, aponta pesquisa Gerp
-
Notícias3 dias atrásAlepe 2026: veja os 49 deputados estaduais eleitos em Pernambuco e a votação de cada um
