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Vaza troca de mensagens e revela que mulher de Moraes cancelou voo em jato de Vorcaro logo após prisão do banqueiro
“Cancele o cancelamento”: mensagens revelam recuo de esposa de Alexandre de Moraes em reservas de jato de Vorcaro após prisão pela PF
Trocas de mensagens inéditas obtidas via WhatsApp revelam que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, reservou com quase um mês de antecedência voos em um jato e um helicóptero ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O itinerário previa o deslocamento para o feriado do Dia da Consciência Negra em novembro do ano passado. No entanto, a rota foi cancelada de forma repentina poucas horas após a prisão de Vorcaro pela Polícia Federal.
Conforme os registros das conversas entre a advogada e funcionários da Prime You — empresa gestora das aeronaves da qual Vorcaro era sócio —, a solicitação inicial ocorreu na noite de 24 de outubro. Na ocasião, Viviane solicitou o agendamento de um helicóptero modelo EC-155 de São Paulo para Campos do Jordão, com partida em 20 de novembro e retorno no dia 23, para acomodar oito passageiros. O deslocamento contaria ainda com o apoio de um jato Legacy 650 para o trecho Brasília–São Paulo.
O recuo repentino e a hesitação nas mensagens
A mudança de planos ocorreu na manhã de 18 de novembro, poucas horas depois que a notícia da prisão preventiva de Daniel Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos veio a público — quando o banqueiro tentava deixar o país.
Às 8h34, Viviane enviou uma mensagem curta informando a desistência: “Bom dia! Tudo bem? Informo o cancelamento do vôo de amanhã. Atenciosamente, Viviane”. Logo após a confirmação da atendente, a advogada hesitou e respondeu em tom descontraído: “Fernanda, cancele o cancelamento rsrs”. Contudo, apenas cinco minutos depois, confirmou em definitivo a desistência: “Desculpe, pode cancelar. Obrigada”.
Rotina VIP, serviços de bordo e contratos milionários
Os registros revelam uma frequência constante de diálogos e solicitações de voos VIP ao longo de 2025. Registrada no sistema da empresa como “Sra. Viviane Barci | Cotista Legacy (PP-NLR) e EC-155”, a advogada costumava utilizar a primeira pessoa do plural nos pedidos e requisitar serviços de gastronomia a bordo, incluindo menus com tartar de salmão, salada Caesar e sobremesas finas para os passageiros.
As apurações da Polícia Federal indicam que o jato utilizado, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, pertencia formalmente a uma empresa do grupo de Vorcaro. As investigações apontam que o escritório Barci de Moraes firmou, além do contrato principal de R$ 130 milhões com o Banco Master, um segundo acordo de R$ 50 milhões com a Viking Participações — empresa representada pelo ex-banqueiro —, cujo pagamento envolveria a cota e o uso dessas aeronaves executivas.
Posicionamento dos citados
O ministro Alexandre de Moraes e a defesa do escritório Barci de Moraes negam categoricamente a existência ou a assinatura desse segundo contrato milionário. Em nota oficial emitida anteriormente, o gabinete do magistrado foi peremptório ao declarar que Moraes “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”.
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