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Emprego perde força no Brasil: geração de vagas cai 43% e mercado tem pior setembro desde 2020

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Saldo de vagas formais caiu 43,5% em relação a setembro de 2025; serviços lideraram a geração de empregos

O Brasil criou 121,3 mil empregos formais em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma forte desaceleração na comparação anual e foi o pior desempenho para um mês de setembro desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.

Em setembro de 2025, o país havia criado cerca de 214,6 mil vagas com carteira assinada. Na comparação entre os dois períodos, houve queda de 43,5% na geração de empregos.

Onde o desemprego é maior

O dado estadual mais recente disponível do IBGE antes da divulgação completa do terceiro trimestre é o do segundo trimestre de 2026. Nesse levantamento, o Amapá apresentava a maior taxa de desemprego do país, com 9,8%.

Na sequência apareciam Bahia, com 9,1%, e Piauí e Pernambuco, ambos com 8,3%. Alagoas e Sergipe registravam 7,9%. No outro extremo, as menores taxas estavam em Santa Catarina, com 2,1%, Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%.

O cenário de Pernambuco chama atenção porque o estado aparece simultaneamente entre os que mais criaram empregos formais em setembro e entre aqueles que ainda apresentam uma das maiores taxas de desemprego do país. Isso acontece porque os dois indicadores medem fenômenos diferentes e porque uma economia pode gerar novas vagas sem absorver imediatamente todo o contingente de pessoas que procura trabalho.

Brasil tem 5,6 milhões de desempregados

No cenário nacional, o IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, atingindo cerca de 5,6 milhões de pessoas desocupadas. Foi a menor taxa para um terceiro trimestre desde 2012.

O contraste ajuda a explicar o momento atual do mercado de trabalho: o desemprego nacional continua em nível historicamente baixo, mas a velocidade de criação de novas vagas formais diminuiu fortemente.

Acumulado do ano também desacelera

De janeiro a setembro de 2026, o país acumulou a criação de aproximadamente 1,25 milhão de empregos formais.

No mesmo período de 2025, haviam sido abertas cerca de 1,73 milhão de vagas, o que representa uma queda de 27,9%na comparação anual.

Esse também foi o resultado mais fraco para o período de janeiro a setembro desde 2020, ano marcado pelo impacto da pandemia sobre o mercado de trabalho.

A comparação com anos anteriores a 2020 não é considerada adequada por causa da mudança de metodologia no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Serviços lideram criação de vagas

Quatro dos cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo de empregos em setembro.

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de vagas, com 81.241 novos postos formais.

Na sequência aparecem:

  • indústria: 19.285 vagas;
  • comércio: 15.697 vagas;
  • construção: 9.468 vagas.

A agropecuária foi o único setor com fechamento líquido de postos de trabalho, com saldo negativo de 4.381 vagas.

Nordeste cria mais de 49 mil empregos

Todas as cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo no mês.

O Nordeste liderou a abertura de vagas, com 49.142 novos empregos formais em setembro.

O Sudeste registrou saldo de 39.404 vagas, seguido pelo Norte, com 14.748, pelo Sul, com 9.949, e pelo Centro-Oeste, com 7.894.

Salário médio de contratação fica em R$ 2,4 mil

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41 em setembro.

O valor ficou praticamente estável em relação a agosto, quando havia sido registrado salário médio de R$ 2.430,51.

Na comparação com setembro de 2025, porém, houve aumento real. Naquele mês, o salário médio de admissão havia sido de R$ 2.384,50.

Caged não inclui trabalhadores informais

Os dados do Caged consideram apenas trabalhadores com carteira assinada.

Por isso, os números não podem ser comparados diretamente com a taxa de desemprego calculada pelo IBGE, que inclui outras formas de ocupação e é medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2%, o menor nível para um terceiro trimestre desde 2012, segundo os dados oficiais citados na fonte.

Os números mostram, portanto, dois movimentos simultâneos: o mercado de trabalho formal continua criando vagas, mas em ritmo significativamente menor do que o observado no mesmo período do ano passado.

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