Conecte-se Conosco
 

Brasil

Alvo de operação sobre PCC, Milton Leite nega fuga e diz que vai se apresentar

Publicado

em

Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo

Ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo é alvo de mandado de prisão em investigação sobre suposta infiltração da facção no transporte público

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, negou nesta quinta-feira (17) que esteja foragido e afirmou que vai se apresentar às autoridades em até 24 horas. Ele é alvo de mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, investigação sobre a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do transporte público paulistano.

Milton Leite não foi localizado pelos agentes durante o cumprimento da ordem judicial. Segundo sua versão, porém, ele está no interior de São Paulo cumprindo compromissos pessoais e atividades relacionadas às campanhas eleitorais dos filhos. O ex-parlamentar também declarou que pretende colaborar com a Justiça e provar sua inocência.

Em manifestação divulgada à imprensa, Leite negou qualquer relação com integrantes do PCC. Além disso, afirmou que não é proprietário de empresa de ônibus e sustentou que sua atuação no setor ocorreu exclusivamente de maneira institucional.

Segundo ele, a interlocução com a São Paulo Transporte (SPTrans) ocorreu a pedido do então prefeito Bruno Covas, durante uma greve do setor em 2019. Leite afirma que participou das negociações naquele contexto e rejeita a suspeita de que tenha mantido outro tipo de vínculo com empresas ou representantes do transporte coletivo.

Investigação apura influência no setor de ônibus

Buscas na casa de Milton Leite

Polícia faz buscas na casa de Milton Leite durante operação que investiga suspeitas de infiltração do PCC no transporte de São Paulo. | Foto: Reprodução

A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), após autorização do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A investigação apura possíveis conexões entre integrantes ou representantes do PCC e empresas responsáveis pelo transporte coletivo na capital paulista.

Segundo o Ministério Público, investigadores identificaram indícios de infiltração da facção em 12 das 22 empresas que operam linhas de ônibus na cidade. A apuração examina, entre outros pontos, suspeitas de lavagem de dinheiro e o uso de estruturas empresariais para atender interesses ligados à organização criminosa.

Milton Leite aparece na investigação relacionado à Transwolff. A Justiça analisa elementos que, segundo os investigadores, indicariam que o ex-vereador seria o verdadeiro proprietário da companhia, hipótese que ele nega. Leite afirma nunca ter integrado o quadro societário da empresa e rejeita qualquer vínculo com o PCC.

A investigação também aponta possíveis relações entre agentes políticos, intermediários e integrantes de empresas do setor de transporte. Nesse contexto, documentos, conversas extraídas de aparelhos eletrônicos e informações financeiras integram o conjunto de elementos analisados pelas autoridades.

Outros alvos e histórico das apurações

A operação também alcançou outros nomes ligados ao setor de transporte. Entre eles está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da São Paulo Transporte (SPTrans), empresa municipal responsável pelo planejamento e fiscalização do sistema de ônibus da capital.

As investigações atuais são relacionadas a apurações anteriores sobre a possível presença do PCC em atividades econômicas e estruturas administrativas do estado de São Paulo. Segundo reportagens publicadas nesta quinta, investigadores afirmam que representantes da organização criminosa teriam alcançado influência sobre parte significativa das empresas de ônibus da capital.

Milton Leite exerceu sete mandatos consecutivos como vereador de São Paulo e deixou a Câmara no fim de 2024. Além disso, presidiu o Legislativo municipal em diferentes períodos e manteve atuação política depois de deixar o mandato.

As suspeitas investigadas, no entanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação. Milton Leite nega as acusações e afirma que pretende provar sua inocência perante as autoridades.


Com informações da Revista OESTE

Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados

TENDÊNCIA

Copyright © 2026 | CARDINOT