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PF faz operação contra rede de postos suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões e mira ex-prefeito e ex-secretário de Polícia Civil
Sexta fase da Operação Unha e Carne cumpre 19 mandados de busca e apreensão. Investigação aponta suposto esquema de lavagem de dinheiro com participação de agentes públicos.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
Segundo a PF, o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. O valor consta de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Ao todo, policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Ex-prefeito e ex-secretário estão entre os alvos
Entre os investigados estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim.
Canella foi conduzido por agentes da Polícia Federal para prestar depoimento na Superintendência da corporação, no Centro do Rio.
Até o momento, a operação tem como objetivo o cumprimento de medidas cautelares. As investigações seguem em andamento e ainda não há decisão judicial definitiva sobre eventual responsabilidade criminal dos investigados.
Crimes investigados
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder, entre outros delitos, por:
- Organização criminosa;
- Lavagem de dinheiro;
- Contratação direta ilegal.
A corporação afirma que novas infrações penais poderão ser identificadas no decorrer das investigações.
Operação já teve seis fases
A Operação Unha e Carne integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no Estado do Rio de Janeiro.
As primeiras fases da investigação, iniciadas em dezembro de 2025, apuravam o suposto vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho (CV).
Com o avanço das investigações, a PF passou a apurar também supostas ligações entre agentes públicos, empresários e integrantes de organizações criminosas, além de suspeitas de fraudes em contratos públicos e esquemas de lavagem de dinheiro.
Operação também repercute no cenário político
A operação também tem reflexos no cenário político do Rio de Janeiro.
Márcio Canella é apontado como um dos principais aliados do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, com quem articulava uma chapa para as eleições deste ano.
Até o momento, não há acusação formal nem condenação contra Canella ou os demais investigados, e todos têm direito ao contraditório e à ampla defesa.
As investigações prosseguem sob responsabilidade da Polícia Federal.
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